10 de julho de 2026
Regional

Para alagoano, sonho de melhorar de vida não se concretizou na lavoura

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 1 min

O alagoano Joanis Paulus Silva Costa, 25 anos, há um ano trabalhando na colheita de laranjas, viu seu sonho em melhorar de vida ser frustrado ao conferir a realidade das frentes de trabalho no Interior de São Paulo.

Apesar de conseguir tirar mais do que o dobro do salário máximo que já ganhou em sua cidade - São José do Itapera, em Alagoas - Costa diz que não conseguiu fazer o “pé-de-meia”, como esperava quando veio trabalhar na colheita em São Paulo.

Atualmente, ele mora com a esposa no município de Itápolis e trabalha no pomar de um sítio em Pirajuí. Ele e mais nove colhedores chegam até o local em uma Kombi. O jovem, além de passar o dia colhendo laranjas em baixo do sol, no final da tarde ainda ajuda a carregar o caminhão com as frutas colhidas no dia. “O dia que tem o caminhão doe as costas”, diz o alagoano. Dependendo da capacidade do caminhão, são cerca de 600 a 700 quilos da fruta que Costa ajuda a colocar no veículo por dia.

“O que acaba com a gente é vir de longe, ficar longe da família e não conseguir juntar nada”, diz emocionado. “Quando casei, eu comecei a alimentar um sonho (de melhorar de vida). Minha cidade é pobre. Para viver e me manter com a esposa dá, mas não sobra nada”, lamenta o trabalhador, que garante já ter passado fome em seu Estado.