09 de julho de 2026
Nacional

Justiça diminui pena de Suzane e irmãos Cravinhos

Folhapress
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São Paulo - Os desembargadores da 5.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo reconheceram de forma unânime ontem a prescrição da pena por fraude processual à qual havia sido condenada Suzane Von Richthofen, seu ex-namorado, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian Cravinhos. Na prática, isso significa uma redução de seis meses na pena que os três cumprem.

Suzane e Daniel foram condenados a 39 anos e seis meses de prisão, e Cristian foi condenado a 38 anos de prisão e seis meses de detenção pelo assassinato dos pais da garota, Manfred e Marísia von Richthofen. O crime ocorreu em 2002.

No julgamento do recurso, ontem, os três desembargadores reconheceram ainda a possibilidade de os réus progredirem de regime, passando do fechado para o semi-aberto e aberto, quando cumprirem o mínimo previsto pela lei. O acórdão dos magistrados, porém, prevê que eles sejam submetidos a exames criminológicos - que determinam a periculosidade do preso. Os advogados de Suzane dizem que vão recorrer da decisão de exame.

O crime de fraude processual foi imputado aos três réus porque, segundo o Ministério Público, eles alteraram a cena do crime - reviraram móveis e livros da biblioteca para simular um roubo. No recurso da defesa, os advogados pediam também o anulamento da sentença - negado pelos desembargadores -, afirmando que o júri que condenou Suzane ocorreu enquanto era analisado um recurso dos advogados no Supremo Tribunal Federal (STF). No recurso, os advogados questionavam a qualificação de homicídio realizado por meio cruel, alegando que ela não sabia que seus pais seriam mortos com golpes de barras de ferro.