Cubatão - Um policial morreu e outro ficou ferido na noite de anteontem, em Cubatão (58 quilômetros de SP), após serem vítimas de uma emboscada no momento em que transportavam presos do Fórum de Guarujá para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. Outro policial teve um infarto ao saber da notícia e também morreu. Cinco presos que haviam acabado de participar de audiências públicas voltavam em uma Blazer da Polícia Civil, com o carcereiro Nilson Oliveira, 35 anos, e o investigador Marcelo Valença, 61 anos.
Entre os presos estava Luiz Eduardo Marcondes, 38 anos, ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Não havia escolta. Por volta das 19h30, quatro carros interceptaram o veículo no quilômetro 274 da rodovia Padre Manoel da Nóbrega. Houve troca de tiros, inclusive de fuzil, e os dois policiais foram baleados. Oliveira não resistiu. Valença, que não corre risco de morrer, disse que cerca de oito a dez homens participaram da ação. Os presos fugiram.
O delegado Waldomiro Bueno Filho disse que houve falha no transporte dos presos. “Quando há preso que representa periculosidade, a segurança é reforçada com três viaturas. Não foi repassado nada (à policia pelas secretarias da Segurança e de Administração Penitenciária). Houve erro na comunicação”, afirmou .
O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, presente aos velórios dos policiais ontem, transferiu a responsabilidade pelo caso à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP). Procurada pela reportagem, a SAP não havia respondido, até as 20h de ontem.
Após o resgate, um carro da polícia foi enviado. O investigador Cícero Roberto, 39 anos, teve um infarto quando soube da morte de Oliveira e morreu. Um carro da Polícia Militar passou a fazer buscas e encontrou um dos fugitivos. Houve troca de tiros e Ivanildo Pereira da Silva, 31 anos, foi morto.