07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Crise no DEM 1

Os democratas vão viver momentos de intensa disputa a partir de agora. O que a coluna havia antecipado - com exclusividade - há algumas semanas, agora se confirma: Dudu Ranieri entra na disputa para ser candidato a prefeito ou a vice na eleição de 2008. José Clemente Rezende reage, fala duro e diz que a estrutura de sua campanha está pronta, sinalizando que vai para a briga.

• Crise no DEM 2

Dudu amadurece há dias a possibilidade de partir pessoalmente para a disputa. A maior argumentação dos duduzistas, neste momento, é a de que ele tem lastro eleitoral e experiência, enquanto que o nome de Clemente não decolou nas ruas. O próprio Dudu avalia, na página 3 desta edição, que acha difícil manter o colega como candidato com os índices eleitorais atuais.

• Crise no DEM 3

Clemente Rezende rechaça qualquer possibilidade de retroceder nesta altura dos acontecimentos. Ele lembra que Dudu o apresentou em São Paulo a Gilberto Kassab e que seu nome foi aceito como pré-candidato. Junto com o presidente do DAE foram inúmeros filiados para o DEM. Então ele afirma: “A estrutura de campanha está pronta e sem alarde já temos 100 pessoas no grupo para divulgar meu nome como pré-candidato”.

• Pré-qualificação

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) constituiu uma comissão de pré-qualificação para a análise do futuro edital de licitação de construção da estação de tratamento de esgoto (ETE). Em outra publicação, o DAE também abriu edital para que este grupo, comandado pelo assessor do prefeito, Célio Bucceroni, avalie a qualificação das empresas que vierem a participar da concorrência depois.

• Avaliação fiscal

A nomenclatura da comissão de pré-qualificação de “técnica e preço” não pareceu adequada à incumbência do grupo, já que antecipar análise técnica ou de capacidade agora poderia inviabilizar participantes depois. Mas o DAE argumenta que a pré-qualificação vai servir para antecipar que empresas ou grupos vão reunir condições de regularidade fiscal e de documentos para disputar o preço e técnica na concorrência, lá na frente.

• Pitaco do Rubens

Para o agora pedetista Rubens Spíndola, o vereador Antonio Carlos Garmes (PTB) demorou a enxergar que o PSDB, o antigo partido do petebista e do próprio Spíndola, que chegou a ser o presidente da sigla tucana no passado, não tem o costume de ser democrático. “Demorou para ele ver que o PSDB bauruense não é democrático. Ele usa a sigla mas a democracia ali não existe”, disparou.

• Pimenta pedetista

Spíndola refere-se ao fato de o PSDB bauruense não ter realizado as prévias internas para definir o candidato ao cargo máximo do Palácio das Cerejeiras em 2008 e escolhido o empresário Caio Coube por “consenso” de seus integrantes. “Faz muito tempo que os candidatos tucanos a prefeito não são escolhidos em convenções. É sempre assim, na base da imposição. Hoje foi imposto o Caio Coube e, no passado, outros foram impostos diversas vezes”, alfinetou o pedetista, que poderia até ser testemunha de Garmes.