“Hoje não temos mais a opção entre violência e não-violência. É somente a escolha entre não-violência ou não-existência.” Essa frase, dita por Martin Luther King relaciona-se com os nossos problemas atuais, onde a violência e a segurança andam juntas. Manter a segurança é sinônimo de brutalidade, é utilizar mecanismos de tortura como “modus operandi”. Basta saber até que ponto a polícia pode chegar para combater os problemas que cercam a sociedade.
É muito mais fácil conseguir algo usando brutalidade e ameaças. Não só bandidos e traficantes usam ameaças para conseguir informação, como a polícia também. Um relatório divulgado na Assembléia Legislativa de São Paulo mostra que a polícia brasileira é uma das mais violentas do mundo. E não é à toa.
O tráfico de drogas nas favelas é um dos pontos de maior importância em questão de violência. Pessoas inocentes morrem diariamente, traficantes são os “donos do morro”, o medo se agrava a cada dia que passa. A polícia então chega atirando e usando vários tipos de agressão para tentar combater esses problemas. Mas não é muito eficaz, afinal, violência gera violência.
O governo afirma que a principal maneira de evitar a violência é preveni-la. Pesquisas realizadas mostram que o governo gasta o quádruplo com o combate á violência do que com a educação. Mas nisso tudo há uma grande contradição: se a principal maneira de evitar a violência é preveni-la, por que não investir mais em educação?
Um bom treinamento de policiais, ajuda política, conscientização da sociedade, educação, são fatores que levam ao desenvolvimento da nação. Um conjunto de processos que minimizariam o caos e a insegurança. Sem essas medidas, o Brasil não evolui, apenas a desgraça e, obviamente, a violência.
Isabela Zamboni Moschin - aluna da Segunda série do Ensino Médio do Colégio Fênix/Anglo