08 de julho de 2026
Geral

Médicos se unem em defesa do SUS

Por Luciana La Fortezza | Com Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Os médicos de Bauru também entraram na luta nacional em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS). Vão levar adiante a bandeira de melhorias nas condições de financiamento do sistema. Reivindicam ainda plano de carreira para os profissionais, além de atualização da tabela. Caso as reivindicações não sejam atendidas até março, uma paralisação pode ser deflagrada.

“Quase todos os médicos de Bauru têm algum de seus rendimentos ligados ao SUS. Faremos uma reunião para definir um calendário (local) de mobilizações”, explica o conselheiro do Conselho Regional de Medicina, Carlos Alberto Monte Gobbo.

De acordo com ele, se as ações - que em Bauru serão definidas em assembléia - não surtirem os efeitos desejados até março, uma paralisação nacional do atendimento SUS pode ser deflagrada. A cidade e a região contam com cerca de 1.500 profissionais da área.

A urgência no estabelecimento de uma política competente que assegure a qualidade no atendimento à saúde, melhores equipamentos e uma remuneração digna aos médicos e demais profissionais do setor foram alguns dos principais objetivos pelas quais as entidades médicas nacionais e as respectivas entidades regionais de cada Estado embasaram a Mobilização Nacional dos Médicos.

O movimento, lançado oficialmente em todos os Estados brasileiros na última quarta-feira, batizou a data como Dia Nacional de Protesto dos Médicos. Além de representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), também participaram do encontro integrantes do Conselho Federal de Medicina, da Associação Médica Brasileira, da Federação Nacional dos Médicos, da Comissão Nacional Pro-SUS, da Associação Paulista de Medicina, do Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo e da Academia de Medicina de São Paulo.

Segundo matéria veiculada pelo site do Cremesp, o movimento deve promover paralisações relâmpago de médicos, com duração de 30 minutos até 2 horas e atos públicos durante cerca de 90 dias. Até lá, negociações serão feitas com as autoridades dos três níveis de governo – federal, estaduais e municipais – para que os médicos analisem as reivindicações atendidas.