09 de julho de 2026
Cultura

Nova diretoria da Academia Bauruense de Letras é eleita

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Palestras de incentivo à leitura, concurso de poesias e o início da construção da sede própria da Academia Bauruense de Letras (ABL). Essas são algumas das propostas da nova diretoria da entidade, que toma posse em maio de 2008 e permanece até o mesmo mês de 2010. Munir Zalaf, eleito para presidência pela quarta vez, diz que esta será a administração da participação da ABL na formação das crianças e jovens bauruenses.

“Pretendemos dinamizar nossa participação junto as escolas municipais, estaduais, particulares e até junto às faculdades. Vamos solicitar uma audiência junto à diretoria de Educação do Município para apresentar nossos projetos”, anuncia Zalaf.

Para mostrar a falta de contato do brasileiro com a leitura, o presidente reeleito da ABL comenta que o brasileiro lê uma média de 1,2 livro por ano, enquanto os vizinhos argentinos chegam a ler 10 volumes no mesmo período. Para diminuir essa diferença, a ABL montou duas equipes para realizar pequenas palestras de incentivo à leitura nas escolas. “Montamos uma equipe que irá freqüentar as escolas de educação infantil e incentivar a leitura dentro dessa faixa etária. A outra equipe vai freqüentar colégios de ensino médio e incentivar a leitura a outro tipo de público”, explica Zalaf.

Outra proposta que a nova diretoria pretende implantar é incentivar a produção de poesias nas escolas. A academia pretende criar um concurso de poesias para alunos da 5.ª à 8.ª série do ensino fundamental. “As escolas ficariam responsáveis pela seleção dos cinco melhores trabalhos e uma equipe nossa seria responsável pela escolha do melhor trabalho”, conta o presidente.

Atualmente, a ABL conta com 55 acadêmicos, sendo que aproximadamente a metade desse número, 28, são membros efetivos. “Fazemos parte de um grupo que representa a elite da cultura bauruense”, gaba-se Zalaf. Segundo o presidente, somente neste ano, cinco membros da ABL publicaram livros no mercado. “Esse é um número expressivo, temos um academia atuante e pronta para trabalhar”, ressalta.

Zalaf lembra que durante a posse da nova diretoria em maio de 2008 será lançado também a 4.ª edição da “Apologia Literária da ABL”, que reúne várias obras, entre poesias, contos e textos, produzidos pelos acadêmicos.

Para aquelas pessoas que quiserem se comunicar com a ABL e até fechar parcerias, Zalaf coloca à disposição o e-mail m.zalaf@uol.com.br.

Nova diretoria

A nova diretoria é composta de seis acadêmicos: Munir Zalaf - presidente; Joaquim Simões Filho - secretário geral; Roldão Senger - 1.º secretário; Orminda Machado de Camargo - 2.º secretário; José Perea Martins – 1.º Tesoureiro; Ana Maria Barbosa Machado – 2.º secretário; e Vânia Maria de Figueiredo - bibliotecária.

Além desses membros a nova diretoria também tem uma Comissão de Contas composta Isolina Bresolin Viana, Jarbas Basílio e Rúbens César Colacino.

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Desentendimento

Há cerca de um mês, membros da academia e candidatos à presidência trocaram ofensas, inclusive com uma denúncia feita pelo atual tesoureiro, Caleb Patrício de Barros, que chegou a registrar boletim de ocorrência (BO) denunciando “uma aparente omissão de depósito da receita no valor de R$ 4.492,17”. Na época, Barros disse que o número apresentado abrangeu os anos de 2003 e 2005, quando ele exerceu a função de presidente da comissão de contas da ABL.

Existia a promessa de que logo após a realização da eleição, o caso seria esclarecido. Zalaf afirma que ainda não recebeu um posicionamento da comissão que a presidência designou para esclarecer o caso. “Esse trabalho que está sendo realizado certamente irá trazer a verdade dos fatos”, aposta.

Segundo o presidente reeleito, a nova diretoria pretende aprimorar a administração do controle financeira da academia, para isso Zalaf anunciou que irá contratar um profissional da área para realizar todo o trabalho financeiro.