11 de julho de 2026
Geral

Carência faz humanos buscarem afeto nos animais de estimação

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

As pessoas necessitam de afeto. Se elas não encontram isso na relação com outras pessoas, vão buscar na relação com os animais. Isso ocorre com mais freqüência entre as pessoas solitárias, sejam elas jovens ou idosas.

Aquela sensação gostosa de chegar em casa e ser recebido com carinho é algo que quase todos procuram. E os animais são especialistas nisso. “Geralmente, quando você chega em casa, o cachorro é carinhoso, ele vai te receber, vai atrás de você, faz companhia e quando você pede para ele sair de perto ele sai. Você pode chegar a hora que for em casa, o cachorro não briga. Ao contrário, ele vai te lamber, depois vai dormir e fica tudo bem, os animais não cobram nada”, compara a psicóloga Angela Ferreira Domingues. “Não dá para viver sem afeto”, afirma.

Mais espertas

Uma relação de afeto entre pais e filhos associada a um volume de informações cada vez maior têm tornado as crianças bastante ágeis no raciocínio. Angela lembra que é comum ver pessoas idosas com dificuldades para lidar com as novas tecnologias. As crianças, no entanto, dominam tudo com muita rapidez.

“Hoje o meio está proporcionando mais possibilidades para as crianças. É a televisão, a Internet, o videogame. Tudo isso desenvolve o intelecto da criança”, declara a psicóloga Kátia Villanova Dal Médico.

Além disso, segundo ela, os pais estão mais conscientes, mais maduros e conseguem dar uma afetividade maior para os filhos. “São pais mais velhos, conscientes, que conversam com os filhos quando eles ainda estão na barriga”, comenta.

Ela conta que hoje os pais procuram se desenvolver profissionalmente para depois ter filhos. Quando a criança nasce, recebe mais afetividade e uma boa escola. “A criança desenvolve a inteligência dela a partir dos estímulos que os pais oferecem”, afirma Kátia.

A psicóloga Angela, lembra também que antigamente os pais eram mais rígidos e a estrutura familiar era truncada. “A mãe não trabalhava fora. Ela ficava o tempo todo em casa. Hoje, ocorre o contrário. Ela passa o dia todo fora, quando chega quer abraçar e beijar porque está com saudades.”