08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Crise ética e a moral


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No Brasil crise da ética tem dois pontos chaves: corrupção e sua impunidade. Como estamos cansados de ver, a ética e a moral são bens que há muito estão em falta em nossa composição histórica, a partir da colonização. E, talvez em conseqüência disso, essa carência generalizada; seja de ética, seja de pão, que se faz sentir progressivamente, nos dias de hoje, seja o fator de motivação da enorme crise social em que estamos imersos. A imprensa internacional, de uns anos para cá, não tem poupado espaços para relatar atos de corrupção e mau gerenciamento da coisa pública brasileira, junto com essas críticas, a mídia estrangeira destaca, a má distribuição da renda, a impunidade e a violência, urbana e rural, como fatores do desequilíbrio social que corrói o Brasil.

Vergonhosamente (para quem tem vergonha, é claro!) todas as campanhas políticas são cercadas de escândalos, de abuso do poder econômico, conchavos, patrocínios de bancos, empresas, empreiteiras, multinacionais, etc. Depois de eleito, seja um presidente, um congressista, um governador, um prefeito ou até um vereador, com quem ficará seu compromisso? Vai decidir contra “eles” ou contra a massa obscura, cujo único direito é ir às urnas? A crise da ética em um regime social acarreta uma série de distorções a seus membros. Bem grave é a perda da liberdade, que acontece em troca do perfilhamento.

Muitas vezes compulsório ou subjacente, das pessoas à ideologia do sistema. A crise da ética em um regime social acarreta uma série de distorções a seus membros.

Nesse contexto, cabe indagar: o que é ser livre? No Brasil a crise da ética tem dois pontos chaves: a corrupção e sua impunidade.

João Álvares - da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado; da Associação Paulista de Imprensa - reg. n.º 2069