Jaú - A Prefeitura de Jaú (47 quilômetros de Bauru), através de parceria com um grupo privado, vai implantar a coleta de óleo de cozinha usado nas escolas públicas do município. Além da questão do meio ambiente, o objetivo da empresa, futuramente, é produzir biodiesel a partir da recuperação do óleo vegetal.
A poluição causada pelo descarte do óleo de cozinha na natureza, aliás, é o tema da quarta cartilha do programa de melhoria do meio ambiente com ações locais lançada na última segunda-feira no município. A publicação é uma iniciativa das secretarias de Meio Ambiente, Educação, Desenvolvimento Econômico e Serviços Sociais de Jaú.
A cartilha disponibiliza informações sobre os malefícios causados à natureza quando o óleo de cozinha é despejado em locais inadequados além das vantagens da reciclagem do produto e a relação dos pontos de coleta nas escolas municipais e estaduais.
De acordo com o secretário Jessé Lyra, a Prefeitura, por meio das secretarias, estabeleceu uma parceria com a Clean Diesel, empresa do Grupo Urso Branco de Jaú, para fazer a coleta de óleo de cozinha nas escolas.
“Vamos distribuir a cartilha para conscientizar alunos e professores quanto à importância da reciclagem do óleo usado. A empresa vai ceder um tonel a cada escola para que os estudantes depositem as garrafas pet contendo o óleo trazido de suas casas”, confirma o secretário.
Segundo ele, a intenção da empresa parceira é, futuramente, produzir óleo biodiesel a partir da recuperação do óleo vegetal recolhido nas escolas. “Todas as escolas públicas terão pontos de coleta”, garante Lyra.
Para o proprietário da empresa, José Luiz Franceschi, a parceria com a Prefeitura, permitindo o recolhimento do óleo nas escolas, é uma alternativa para se conseguir a matéria-prima necessária para a fabricação do biodiesel. “O governo está incentivando a produção do biodiesel, que é um combustível que polui menos que os convencionais. Porém, a matéria-prima não está disponível em abundância no mercado. Assim, decidimos unir a oportunidade de um bom negócio, que é a recuperação do óleo de cozinha usado, com a preservação do meio ambiente”, explica o empresário.
De acordo com Franceschi, a empresa já vem fazendo trabalho semelhante em outro tipo de estabelecimento. “Inicialmente estamos coletando óleo sujo nos estabelecimentos do setor alimentício, como restaurantes e lanchonetes, para depois reciclá-lo”, confirma. O empresário lembra que já tem disponível todo o maquinário para fazer o processo de reciclagem. Além disso, conta com cerca de 5 mil litros de óleo armazenados nos tanques da empresa.
Além do meio ambiente, que agradece, a parceria realizada pela Prefeitura não vai trazer vantagens somente para a empresa. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, em troca do óleo arrecadado, os estabelecimentos de ensino receberão materiais didáticos, manutenção, equipamentos ou remuneração em dinheiro, de acordo com a quantidade de litros armazenados.