09 de julho de 2026
Regional

Itapuí completa censo de árvores em área urbana

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Itapuí - Levantamento realizado por estudante de biologia da Universidade do Sagrado Coração de Bauru (USC) apontou que Itapuí (44 quilômetros de Bauru) possui déficit de 12 mil árvores. O universitário também catalogou todas as árvores da área urbana do município.

O estagiário Silas de Moura Oliveira, da Diretoria Municipal de Meio Ambiente, estudante de biologia da USC, catalogou 5.284 árvores nas ruas da cidade, sendo que 5.163 encontram-se em estado normal (97,71%); 56 doentes (1.05%) e 65 mortas (1,24%).

Com 11.600 habitantes, Itapuí apresentou um déficit de 12 mil árvores somente na zona urbana, número necessário para atingir recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica 5 árvores por habitantes em toda área municipal. Outras 40.716 precisaram ser plantadas ainda na zona rural para alcançar o recomendado pela entidade internacional.

Hoje são 144 ruas com 36,70 árvores por via. Estima-se que com o plantio de 12 mil árvores nas calçadas de Itapuí, o atual número de árvores por habitantes de, 0,45, subirá para 1,49. “Agora temos o mapeamento por setor da cidade. Podemos identificar as áreas mais deficitárias para medidas imediatas de plantio de árvores”, diz o prefeito José Gilberto Saggioro (PPS).

Dados do levantamento arbóreo feito em Itapuí apontou ainda a existência de 37 espécies de árvores. As mais freqüentes são: ligustre ou alfeneiro (1.219); oiti (506); chapéu de sol (499) e murta (392). Somente as espécies legustre e oiti representam 43% do total de árvores da cidade. Do total de 37 espécies, 8 (21,62%) são do tipo nativa regional; 20 (53,06%) são exóticas; e 9 (25,32%) nativa brasileira.

O estudo foi realizado entre os meses de janeiro e outubro deste ano. Agora a cidade está incluída no rol dos raros municípios do país que realizaram inventário arbóreo, visando planejar e executar ações de proteção do meio ambiente e busca de melhora da qualidade de vida de sua população.

A Organização Não Governamental (ONG) “Bica de Pedra” também vem realizando o plantio sistemático de mudas de árvores no município. Conforme o JC divulgou, no final do mês passado a ONG deu início ao plantio de mudas de árvores nativas em uma área de cerca de dez hectares. O local - uma área próxima à Fazenda Retiro do Tietê - já era uma mata de preservação e havia sido consumida pelo fogo dias antes.

Conforme informou o coordenador da ONG, José Vitor Ficcio, serão plantadas cerca de 15 mil mudas na área, com a ajuda de empresas locais. O trabalho de recuperação da área de preservação deve levar alguns anos. “Precisa pelo menos de 3 a 4 anos de cuidados até a muda poder se formar”, confirma Ficcio.

Plantio

De acordo com Saggioro, o levantamento arbóreo foi feito para que o município possa planejar, em médio prazo, ações conjuntas do Poder público com a iniciativa privada de proteção ao meio ambiente, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos habitantes.

“Sabendo a real situação do número de árvores na cidade, vamos trabalhar já e buscar parcerias com empresas para plantar 12 mil árvores na zona urbana”, diz. Saggioro argumenta sobre os benefícios que o aumento do número de árvores poderá trazer para o município. “Estabilidade no micro clima, redução da poluição atmosférica, melhora nas condições do solo e das condições de conforto acústico e luminoso, além do aumento da diversidade da fauna”, comenta.

Ainda segundo o prefeito, a arborização do município é garantia de lazer e recreação nos parques. “São os imediatos benefícios apontados por especialistas com o aumento de número de árvores no município”, conclui.