Macatuba - O prefeito Coolidge Hercos Júnior (PMDB), enviou para a Câmara Municipal, na semana passada, projeto de lei que autoriza a implantação do programa de inclusão digital denominado “Internet para todos”, em Macatuba (46 quilômetros de Bauru).
O projeto permite que o sinal de banda larga, comprado pela prefeitura, seja redistribuído por todo o município. O secretário Jurídico da prefeitura, Clodoaldo Galli, ressalta que é necessário que o Legislativo aprove a redistribuição do sinal.
O projeto entrou com pedido de urgência na sessão da segunda-feira passada, e deve ser votado na sessão de hoje. Isso porque o recesso de final de ano está próximo. Independente do resultado da votação, o processo de licitação já está em andamento.
“Essa é uma iniciativa que vamos implantar em todos os departamentos públicos, por causa da economia, e gostaríamos que o sinal pudesse ser repassado também para a população”, explica Galli.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, atualmente o Executivo gasta R$ 3 mil por mês para manter Internet banda larga nos departamentos públicos. Se tiver provedor próprio, o custo cai para R$ 2,5 mil ao mês. Por causa dos trâmites no processo burocrático, o sinal só deve chegar no começo do próximo ano.
Antes de se decidir pelo “Internet para todos”, Coolidge visitou Pirajuí - município que já oferece Internet banda larga de forma gratuita - para saber como o sistema poderia ser implantado em Macatuba. Na prática, é como se a prefeitura montasse um provedor de Internet e o sinal fosse retransmitido para toda a cidade. Para isso, é preciso comprar os receptores e o sinal de uma operadora
De início a prefeitura vai comprar 6 MB (megabites) de sinal, que é suficiente para atender todos os departamentos públicos, que consomem 1 MB e pelo menos mil usuários, de imediato. Cada 2 MB seriam suficientes para atender até 400 usuários com boa velocidade.
A prefeitura vai funcionar como um servidor central. Três pontos, com torres de retransmissão, serão instalados pelo Município: um na prefeitura, um na Vila Santa Rita e um no Jardim Bocaiúva. As despesas dos usuários vão ser com a antena, que custa entre R$ 150,00 e R$ 200,00, e com o técnico.
Para ter direito ao serviço, os usuários terão que preencher um cadastro. Como o projeto será implantado de forma gradativa, têm prioridade estudantes, professores e pessoas ligadas à Educação.