08 de julho de 2026
Nacional

Zé Celso apresenta série sobre ‘Zés’

Por Cristina Fibe | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

José Celso Martinez Corrêa encena poemas de José Oswald de Andrade em meio a entrevistas com célebres e anônimos “Zés” brasileiros. A série, que estréia hoje às 23h30, no Canal Futura, transforma uma idéia simples -aproveitar o nome comum para abordar diferentes assuntos- em uma forma complexa de entrelaçar histórias e explorar temas.

Zé Celso virou apresentador por acaso, a pedido do diretor e idealizador do programa, Belisário Franca. “Ele veio me entrevistar e achou que eu tinha o perfil para ser o plugador dos 13 programas”, conta o dramaturgo, ator e diretor. Em dois dias, sua participação em todos os episódios já estava gravada. O primeiro episódio é o que traz o apresentador também como entrevistado. “Começo por mim: me chamo José Celso Martinez Corrêa. Mas pode me chamar, se quiser, de Zé.”

Em um cenário teatral, feito de cordas enlaçadas e caixotes de madeira e marcado pelo jogo de luzes, ele encena os poemas enquanto a edição, não-linear, passeia entre os outros temas. O programa de segunda traz um depoimento do ator Paulo José; do artista de circo Zé Carlos, parte de um projeto social no Rio; e do palhaço Zé Ricardo, o Bebé, do Rio Grande do Sul. Além de histórias do Teatro Oficina e da carreira de Zé Celso.

O dramaturgo conta, neste episódio, a origem de seu José (nome do avô paterno, português, que se casou com uma índia no Brasil) e de Celso (do avô materno). “Mas Zé é o nome que mais adoro, porque Zé não é nada, Zé é ninguém, Zé é todo mundo. E eu sou todo mundo.” Próximas atrações Os próximos episódios tratarão de imigração, literatura, cinema, samba e futebol, entre outros temas. O bibliófilo José Mindlin, o cantor Zezé Di Camargo, o ator José Mayer e o diretor Zé do Caixão são alguns dos entrevistados da série.

Zé Celso afirma não saber se o programa do Futura terá outras temporadas além desta, de 13 episódios. “Se o programa pegar, Zé é o que não falta! Dá pra fazer também sobre Marcelo... Que outros nomes são comuns hoje?”, brinca. Apesar de dizer quase não assistir à TV, Zé Celso afirma ter outros projetos para levar o teatro à tela. “Gosto (de televisão), mas acho a TV no Brasil, no mundo todo, muito chata”, diz, emendando que se “dá muito bem” nesse meio.

“Meu sonho é fazer ‘Cacilda’ (texto biográfico sobre a atriz Cacilda Becker, morta em 1969) na TV. Toda a carreira dela. Tenho idéia de fazer com muitas atrizes, como uma boneca russa, vai abrindo, sai Fernanda (Montenegro), sai Marília Pêra, depois uma atriz mais nova. A Cacilda contém um embrião de todas as atrizes.”