Numa visita domiciliar, o político sente-se como um pequeno rei. O menino vem mostrar o boletim escolar, a menina executa algo ao violão, a dona de casa esmera-se em algum prato, o chefe da família faz “aquela caipirinha”, etc. Numa dessas vezes, em que estava acompanhado do cabo eleitoral Xique-Xique, um dos rapazes trouxe uma cachorra branca extremamente peluda, para nos apresentar:
- Esta é a Branca de Neve!
Todavia, a pobre da cachorra estava tão encardida e cheirando tão mal que, discretamente, o Xique-Xique me sussurrou aos ouvidos:
- Será que escondido nos pelos dessa cadela não há nenhum anãozinho morto, doutor?
Enviada por Rui Bertoti