08 de julho de 2026
Politicando

Anão morto


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Numa visita domiciliar, o político sente-se como um pequeno rei. O menino vem mostrar o boletim escolar, a menina executa algo ao violão, a dona de casa esmera-se em algum prato, o chefe da família faz “aquela caipirinha”, etc. Numa dessas vezes, em que estava acompanhado do cabo eleitoral Xique-Xique, um dos rapazes trouxe uma cachorra branca extremamente peluda, para nos apresentar:

- Esta é a Branca de Neve!

Todavia, a pobre da cachorra estava tão encardida e cheirando tão mal que, discretamente, o Xique-Xique me sussurrou aos ouvidos:

- Será que escondido nos pelos dessa cadela não há nenhum anãozinho morto, doutor?

Enviada por Rui Bertoti