A Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV) gostaria de esclarecer, a respeito do artigo “Um guaru no leite”, publicado em 14 de novembro e de autoria de Pedro Grava Zanotelli, que a adulteração descoberta pela Polícia Federal na Operação Ouro Branco ocorreu no leite cru, não no longa vida. As duas cooperativas mineiras acusadas de fraudar o leite eram fornecedoras de matéria-prima (leite cru) para empresas que produzem não apenas UHT, mas também outros tipos e derivados de leite.
A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já declarou que o problema da adição de substâncias impróprias para o consumo humano foi detectado na produção (leite cru), e não no produto final (longa vida). Os laticínios recebem leite cru dos fornecedores e são obrigados por lei a testar o produto antes de iniciar o processo de fabricação do leite consumido pela população, tanto do longa vida quanto do pasteurizado e do em pó, aplicando parâmetros determinados pelo Ministério da Agricultura. No caso de irregularidades, o leite nem chega a ser descarregado nas fábricas. É imediatamente devolvido à origem.
A interdição de lotes de leite UHT teve caráter preventivo. Os laudos iniciais encaminhados pela PF à Anvisa não indicaram a presença de soda cáustica e água oxigenada nas amostras de longa vida analisadas. Os testes feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) também não constataram a presença dessas substâncias no longa vida fabricado por essas empresas.
A ABLV condena enfaticamente qualquer iniciativa que ponha em risco a qualidade do produto e a saúde do consumidor e apóia medidas que visem a assegurar a integridade do leite consumido pela população. Por isso, vai lançar o selo de qualidade do leite longa vida, dando um passo adiante no processo de melhoria contínua do produto. A associação acredita que essa é a melhor forma de tranqüilizar a população em relação ao leite que consome.
Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida