09 de julho de 2026
Esportes

Corintianos de Bauru vivem expectativa

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 3 min

“Vamos jogar com raça e com o coração. É o time do pooovo... é o coringããão!” Com esse grito, a torcida bauruense Fiel Macabra pretende incentivar o time que é a vida, a história e o amor de alguns mais fanáticos hoje à noite no Pacaembu. 48 corintianos bauruenses pagaram 75 reais cada para poder dar uma forcinha um pouco mais de perto ao Corinthians diante do Vasco na luta contra o rebaixamento.

Porém, muitos estarão em pensamento positivo a mais de 320 quilômetros de distância. Roendo as unhas, os corintianos de Bauru irão assistir ao jogo de hoje em bares, casa de amigos, com familiares, sozinhos e alguns pretendem nem assistir.

Givanildo da Silva, presidente da Fiel Macabra, única torcida organizada do Corinthians nascida no Interior, fala o que é torcer para o Timão. “O Corinthians é uma paixão. Só quem é sabe o que é ser corintiano”, diz. Quando o time passa por uma faseruim - como a atual -, Givanildo revela que recorre a São Jorge, ascende vela e chega a fazer até promessas para que o time volte a ganhar.

Já o vereador Faria Neto afirma que depois do seu casamento e do nascimento de sua filha, a maior alegria dele é o Corinthians que proporciona. Além disso, o vereador lembra fatos que faz o Alvinegro um time “místico”. “Exceto meu casamento e o nascimento de minha filha, as passagens mais felizes da minha vida foram o Corinthians que proporcionou. Quando eu morava em Avaí, eu fiz muitos garotos virarem corintianos. Todos na cidade sabiam que quando o Corinthians ganhava eu distribuía refrigerante e doce para a criançada”, lembra.

“O Corinthians é um time especial. Quando está no sufoco, parece que tudo está perdido, aí sai gol de canela, gol de cara. Acontece coisas surpreendentes. No domingo já começou a acontecer. O Santos tava perdendo de 2 a 0 para o paraná, os corintianos estavam quase morrendo do coração, aí vai um cara faz três gols e vira o jogo, ajudando o Corinthians”, relata.

Tia pé frio

Corintiano “fanático”, o advogado Marcelo Garms revela algumas manias que sempre “ajudam” o Corinthians. Quando não vai até São Paulo para ver os jogos, Marcelo assiste aos jogos sempre na casa de alguns primos em Bauru. Na frente da TV, vestidos a caráter e com bandeiras na mão, Marcelo, os primos Eric e Earle e o cunhado Rodrigo descobriram há cinco anos o fator preponderante nas derrotas corintianas: a presença da tia Neuza.

“Proibimos ela de assistir ao jogo do Corinthians com a gente. Sempre que ela está na sala o Timão perdia. Faz cinco anos que não deixamos ela assistir ao jogo com a gente”, brinca Marcelo. “Quando o Corinthians perde estraga o meu dia, às vezes até a semana”, completa.

Marcelo ainda revela que não deixa de vestir a camisa do Corinthians da década de 70 que ganhou do pai. “Sempre que vou ao estádio preciso estar usando a camisa que ganhei do meu pai, com o escudo bordado”, explica.

Para a partida desta noite contra o Vasco, Marcelo revela-se apreensivo. “Amanhã será um dia especial para nós corintianos. Vou para a casa dos meus primos fazer a concentração e torcer muito para o Coringão ganhar e se livrar logo desse sofrimento. Gosto muito da minha tia, mas ela não estado na sala, tudo bem.”