09 de julho de 2026
Internacional

Bush diz que é a ‘hora certa’ para buscar a paz no Oriente Médio

Por Da Redação | Com Folhapress e Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Anápolis - O presidente americano, George W. Bush, afirmou ontem em seu discurso de abertura da cúpula de Annapolis, que este é o “momento certo” para retomar as negociações pela paz no Oriente Médio e para a criação de um Estado Palestino.

Ontem a cidade americana recebeu as delegações de mais de 40 países que irão se reunir para discutir o conflito israelense-palestino, em mais uma busca por soluções.

Os palestinos pedem o estabelecimento de um cronograma para a criação de um Estado próprio e a assinatura de uma declaração conjunta de princípios.

Israel se nega a criar um calendário fixo, mas diz ser possível chegar a um acordo em 2008.

Diálogo

Bush, que se reuniu separadamente com o premiê israelense, Ehud Olmert, e com o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na véspera da conferência, afirmou que o objetivo do encontro não é apenas retomar o diálogo, mas também ganhar o apoio dos países árabes e da comunidade internacional para o duro trabalho que há pela frente.

Bush conseguiu com que os dois líderes se apertassem as mãos no palco da conferência depois do anúncio do acordo, cuja meta é criar um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel.

O acordo foi concretizado após longas negociações de última hora entre os dois lados em cima de um documento conjunto que traçasse o caminho para a negociação dos temas mais espinhosos: Jerusalém, as fronteiras, a segurança e o destino dos refugiados palestinos.

Segundo Bush, o objetivo da conferência não é concluir um acordo, mas dar início às negociações.

É a rodada de negociações mais ambiciosa sobre o conflito do Oriente Médio em sete anos. Bill Clinton também tentou intermediar a paz no final de seu mandato, sem sucesso.

O objetivo das negociações é a criação de um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel. Mas não há expectativa de que haja avanços importantes entre os dois lados. Olmert é politicamente fraco em Israel e os palestinos estão fortemente divididos entre os leais a Abbas e os que apóiam o Hamas, movimento islamita que desautorizou a participação de Abbas na conferência.

Uma importante autoridade do Hamas descreveu como “perda de tempo” a declaração conjunta. “O que nós vimos é apenas uma festa de despedida para George Bush e uma tentativa sem esperança de retratá-lo como um grande líder que teve sucesso em fazer o que outros líderes norte-americanos fracassaram”, disse Ahmed Youssef, renomada figura do Hamas em Gaza.