La Paz - O governo de Evo Morales conseguiu ontem aprovar no Congresso a polêmica renda universal para idosos, criticada pela oposição, e um decreto que autoriza a transferência da Assembléia Constituinte da convulsionada cidade de Sucre.
Morales promulgou a lei da chamada “Renda Dignidade” num grande ato público, e declarou o 28 de novembro como “Dia da Justiça Social”. Além disso, anunciou uma grande marcha indígena no dia 14 ou 15 de dezembro para celebrar a aprovação da nova Constituição.
Essas medidas são uma aparente reação ao desafio lançado por governadores e dirigentes da oposição, que declararam greve geral na quarta-feira nos seis Departamentos sob seu controle.
Protestos
Seis dos nove departamentos da Bolívia pararam ontem contra a nova Constituição; o protesto, marcado pela tranquilidade, o bloqueio de avenidas e o fechamento quase total do comércio, tentava impedir que o governo avançasse com uma Carta Magna que já foi aprovada no fim de semana passado.
Polícia com medo
Apesar de uma ordem do presidente Evo Morales, a Polícia Nacional da Bolívia se negou a retornar à cidade de Sucre, palco de violentos confrontos com oposicionistas no fim de semana. Em uma reunião à noite, mais de 400 policiais decidiram não retornar enquanto não houvesse garantias de segurança, segundo o jornal “La Razón”.