11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Cuidados reduzem gasto de energia com iluminação natalina

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 4 min

O comércio, casas e condomínios ficam iluminados no Natal com as micro-lâmpadas, pisca-piscas e desenhos em neon. Passear com a família pelas ruas da cidade para apreciar a beleza da tradição natalina vira uma diversão. Mas toda essa decoração tem um preço, literalmente. Segundo a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), um jogo de 100 lâmpadas natalinas, por exemplo, consome em média 50W. Se ficar oito horas ligado representará um consumo de 0,4 kW por hora. No final do mês, o consumidor terá um gasto de R$ 4,30 só da decoração.

O valor de energia desperdiçado é cerca de 16 vezes menor que o de um banho quente de meia hora, mas já é capaz de deixar a conta de energia mais cara. Não é necessário deixar a cidade sem as tradicionais luzes de Natal, mas cuidados simples evitam o desperdício e os acidentes. É comum, por exemplo, provocar curto-circuito ou queda de energia se quem instalar o equipamento não tiver conhecimento técnico.

O decorador natalino que também faz manutenção em pisca-piscas, Richard Temedine está acostumado a atender clientes que tiveram problemas ao tentar montar as lâmpadas sem conhecimento prévio de eletricidade. “Um cliente, por exemplo, cometeu um engano ao ligar muitas luzes em uma mesma tomada. Ela derreteu e provocou um curto-circuito. No fim das contas, ele precisou trocar a fiação elétrica da casa”, conta o profissional.

Sua agenda para o final do ano já tem vários compromissos. “São clientes que querem decorar suas casas e comércio”, diz. Para ter a casa iluminada, gasta-se no mínimo R$ 30,00, segundo o decorador. “Objetos de luz com formato de estrela-cadente, anjo ou árvores custam esse valor”, afirma. Mas se optarem por decorações mais sofisticadas, podem pagar mais caro. “Tem cliente que gasta mais de R$ 1 mil”, conta.

Além do gasto com a compra da decoração, o consumidor precisa ficar de olho na energia. “O ideal é não deixar as lâmpadas ligadas a noite toda. O melhor intervalo de horário para deixá-las ligada é das 20h à meia-noite, período em que as pessoas transitam pelas ruas e a decoração terá maior visibilidade”, orienta Temedine. Se a família viajar aos finais de semana, o ideal é ter um aparelho para controlar o liga e desliga das luzes, como um ‘timer’.

Quanto à segurança, o erro mais comum é o de ligar mais de três conjuntos de 100 lâmpadas juntos. Neste caso, é necessário ter mais de uma tomada para que não ocorram curtos-circuitos. A CPFL tem uma série de dicas para evitar os acidentes.

Alguns cuidados simples podem evitar a elevação da conta de energia e também evitar acidentes. Pode haver superaquecimento das lâmpadas e grande risco de incêndio se as conexões forem mal feitas, sem isolação ou com remendos de esparadrapo, fita crepe ou fita adesiva, por exemplo. Correm os mesmos riscos aqueles que ligarem as luzes sem disjuntores de proteção e deixarem-nas permanentemente ligadas.

Em instalações externas de jardins, por exemplo, o cuidado principal deve com a passagem dos cabos Não os deixe em terreno úmido, perto de árvores ou em passagem de carros e pessoas. Esses cabos devem ter isolamento elétrico por onde passam, devem estar protegidos com dutos adequados. Toda junção ou emenda deve ser isolada com a fita adequada, ou seja, isolante de boa qualidade. Os pontos de junções devem ser feitos de maneira a proporcionar o melhor contato possível, preferencialmente deve ser soldado.

Não deve-se usar benjamim em instalações elétricas, pois ele não suporta a carga de energia. Outra dica é para unir fios a lâmpadas sem correr riscos de choque e fuga de energia. Deve-se verificar se o cabo está desenergizado, ou seja, se o disjuntor está desligado. Os pontos de conexão devem ser soldados e isolados. A ponta de ligação à rede de energia deve conter tomada adequada. Na dúvida, o melhor é contratar um profissional capacitado para o serviço.

Além disso, se o consumidor observar qualquer alteração na instalação existente, o disjuntor de proteção da residência deve ser desligado.

É importante prestar atenção quando for comprar os enfeites eletrônicos. O consumidor precisa verificar a procedência, se seguem as normas internacionais de fabricação e as compatibilidades elétricas com a concessionária de energia da região de cada consumidor, preferencialmente com certificado do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).