10 de julho de 2026
Bairros

Para aumentar segurança, Bauru-Iacanga terá radares

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 3 min

Para controlar as ultrapassagens e a velocidade máxima da rodovia SP 321, que liga Bauru a Iacanga, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) deverá instalar até o final de janeiro radares e tachões na via. Ontem, estas propostas foram apresentadas aos representantes dos moradores dos bairros que ficam ao longo da rodovia Bauru-Iacanga, durante reunião no DER. Dênis Nogueira de Lima, diretor regional do departamento, não falou à reportagem.

Há duas semanas, um protesto pedindo o aumento da segurança no trecho parou a rodovia. Moradores da região, além de amigos e familiares de Carlos Augusto de Souza Filho, 19 anos, que morreu num acidente na Bauru-Iacanga na madrugada do dia 19 de novembro, queimaram pneus e galhos pedindo a duplicação da via.

No dia seguinte, durante uma reunião no DER, foi explicado que a duplicação não está prevista nem a curto, nem a médio prazo. Porém, o departamento informou que iria apontar propostas para aumentar a segurança na via. O estudo seria analisado pela superintendência do DER em São Paulo.

Ontem, as propostas para a rodovia foram apresentadas aos representantes dos moradores, familiares de vítimas e assessores de vereadores que participaram de uma reunião na sede do departamento. De acordo com Natalino Davi da Silva, diretor-presidente da ONG Grupo Esperança da Pousada, que participou do encontro, o DER informou que irá instalar, em 60 dias, radares para verificar a velocidade máxima do veículos em dois lugares da rodovia.

“Eles ficarão próximos aos acessos do Colina Verde e da Quinta da Bela Olinda. Serão pontos de radares fixos que vão fiscalizar os carros nos dois sentidos das pistas, nestes dois trechos”, explica. De acordo com Silva, a velocidade máxima permitida será de 60 quilômetros por hora. No trecho urbano da rodovia Marechal Rondon, por exemplo, o máximo permitido é 80 quilômetros por hora.

Outra medida prevista é a colocação de tachões – obstáculos que medem aproximadamente 25 centímetros de comprimento e 5 centímetros de altura - ao longo da faixa central da rodovia. O representante explica que a cada quatro metros será instalado um destes obstáculos no trecho que vai do acesso do Colina Verde até a Vila São Paulo. “O objetivo é dificultar as ultrapassagens para aumentar a segurança”, explica.

Silva avalia que a melhor solução para o trânsito da rodovia, que chega a receber até 10 mil veículos por dia, é a duplicação da via e a construção de marginais para direcionar o fluxo de carros e motocicletas do tráfego urbano. Mas como isto está longe de ser efetivado, estas medidas anunciadas pelo DER já aumentariam a segurança na Bauru-Iacanga.

Porém, ele revela que ainda irá checar na prefeitura a possibilidade da construção de vias marginais. “Vamos buscar no executivo a chance de viabilizar as pistas paralelas. O representante do DER também se propôs a participar conosco”, diz.

Eduardo Gonçalves, amigo de uma das vítimas fatais da rodovia e participante da manifestação de novembro, avaliou a reunião como positiva. “O projeto que o DER apresentou foi aprovado. Os radares irão controlar a velocidade e os tachões dificultarão as ultrapassagens. A mobilização valeu a pena”, observa.

A rodovia

O trecho urbano da rodovia Bauru-Iacanga, denominado Cesário José de Castilho, é de três quilômetros. Começa no km 344 e se estende até o km 347. A Base do Policiamento Rodoviário de Bauru atende a rodovia do quilômetro 344 mais 700 metros, na Vila São Paulo, até o quilômetro 409 mais 908 metros, próximo à barragem de Ibitinga.

Os três quilômetros da rodovia que cortam Bauru geram muitos problemas para os moradores da Quinta da Bela Olinda, Colina Verde, Jardim Pagani, Núcleo Nova Bauru, Jardim Ivone e Vila São Paulo, que ficam nas margens da via. No local, existe apenas um trevo de acesso para a Vila São Paulo e Quinta da Bela linda.

Mas para facilitar o acesso aos bairros foram abertas entradas, muitas vezes em locais inadequados. O entra-e-sai de veículos na rodovia acaba aumentando a possibilidade de acidentes no trecho urbano da rodovia.