11 de julho de 2026
Política

Polícia repõe 88, mas faltam 1.000

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O comando da Polícia Civil em Bauru reconheceu ontem, em audiência pública realizada na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que há defasagem elevada e cumulativa de profissionais na área de influência do Deinter 4, mas argumentou que ainda assim as estatísticas de violência e criminalidade na cidade estão em queda nos últimos anos. Sobre o quadro de profissionais, o representante do Deinter-4 informou que a regional do Interior recebeu 71 profissionais em diferentes cidades, de setembro de 2005 até agora, além de 17 oficiais administrativos. Mas, de outro lado, o levantamento de quadro básico necessário para a estrutura policial local exige pelo menos mais 1.076 policiais, conforme demonstrou estudo do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo.

A discussão em nome do Deinter foi realizada por Antonio Luiz de Almeida Prado, representando o delegado que comanda a área, Roberto de Mello Aníbal. Ele ressaltou que na área de abrangência das sete Delegacias Seccionais subordinadas a Bauru, os indicadores de criminalidade estão em queda na comparação dos biênios de 2004/2005, com 2006/2007.

A redução em casos de homicídios, segundo a polícia, é de 32,76%, saindo de 348 ocorrências nos primeiros anos do estudo contra 234 em 2006/2007. Os roubos saíram de 309 para 281 no mesmo período e os furtos caíram de 2.560 para 2.379, conforme Sampaio, “mesmo com o contingente reduzido de profissionais”.

Entretanto, quanto ao mérito (número de profissionais definido em resolução da própria Secretaria de Segurança Pública do Estado) os números do Deinter confirmam a chegada de menos de 10% da vagas necessárias para estabilizar o quadro.

A discussão iniciada na cidade, originária, entre outros temas, da conseqüência por aumento no quadro em razão do aumento da população carcerária e da dificuldade de ação da polícia por deficiências na estrutura, chegou à Secretaria de Segurança Pública.

Conforme Antonio Luiz de Almeida Prado Sampaio, o comando do Deinter 4 solicitou estudo dos distritos policiais com o apontamento das necessidades. O trabalho, segundo a divisão, será encaminhado à Delegacia Geral, em São Paulo, para engrossar a lista de reivindicações.

Mas o Sindicato dos Investigadores repetiu que os dados levantados pela entidade já foram encaminhados, além de outras reivindicações no mesmo sentido nos últimos anos. Na lista estão a implantação do 2º Plantão Permanente, reforço do Garra, contratação imediata de profissionais e instalação (com servidores) dos 5º e 6º Distritos Policiais na cidade.

“A resolução da própria secretaria é clara ao estabelecer o mínimo necessário, isso é estatístico. É absurdo imaginar porque Bauru tem somente quatro distritos policias e Rio Preto tem sete. Marília tem 5. Qual a razão dessa defasagem nesse porte? Por isso, o governo do Estado não deve compensar a cidade pelo presente da novas vagas do semi-aberto, mas por todo o histórico tem de repor a defasagem histórica”, complementou o delegado sindical dos investigadores, Márcio Alexandre da Cunha ontem, na OAB.