O progresso chega e com modificações estruturais modernas e arrojadas. É o que vai acontecer na Vila Antarctica, no terreno da antiga fabrica de refrigerantes. Ali será construido um megaempreendimento. Sou morador do bairro, nascido e criado ali, bem como meus pais e avós, e sempre convivemos com várias industrias que foram instaladas, muitas delas na década de trinta, tais como Companhia Antarctica, Industria Francesco Matarazzo e Anderson Clayton etc. Hoje só restam saudades, mas não podemos nos esquecer daquilo que ajudou alavancar o progresso de nossa querida cidade, bem como foi alicerce na vida de centenas ou talvez milhares de pessoas que nasceram e viveram em função daquelas indústrias. Após tomar conhecimento do megainvestimento na vila, aproveito esse espaço democrático para unir esforços com as forças vivas da cidade no sentido da preservação de único símbolo daquela época áurea que ainda permanece pujante: o chaminé da antiga Companhia Antarctica.
José Eduardo Fernandes Ávila - memorista