10 de julho de 2026
Rural

Para Lima Verde, ainda falta vontade política

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 1 min

Há pelo menos 20 anos já existia estudo técnico no qual a região de Bauru era considerada apropriada para o cultivo de citrus. A informação é o do presidente do Sindicato Rural de Bauru e Região e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Maurício Lima Verde.

Por dificuldades de mercado, no entanto, o projeto não evoluiu. Porém, o real motivo, segundo Lima Verde, é outro e atende pelo nome de política, ou mais precisamente, a falta dela.

“A atividade tem que vir acompanhada de indústria. Sem ela, corre-se o risco de entregar a laranja produzida aqui a 250 quilômetros, tornando o negócio inviável. E para vir indústria, precisamos do poder público se interessar pelo assunto”, adverte.

Ele afirma que nunca houve interesse por parte dos políticos locais em relação a qualquer tipo de indústria em função de agricultura. Ele acredita também que, independentemente de vontade política, laranja e cana irão ocupar boa parte das terras no município, além do potencial logístico de Bauru.

Segundo Lima Verde, menos de 100 produtores da região fornecem para indústria. “O investimento na citricultura é um dos mais viáveis agora”, garante. “A garantia de venda viria através de contratos”.