Balbinos - A Prefeitura de Balbinos (73 quilômetros de Bauru) paralisou, ontem, os serviços não essenciais. A atitude foi tomada pelo prefeito Ed Carlos Marins (PSDB) para forçar a Câmara Municipal a votar um projeto de dotação orçamentária de R$ 700 mil e, segundo ele, conter gastos. O dinheiro seria para pagar os salários e a segunda parcela do 13º.
A última sessão ordinária do Legislativo foi na quarta-feira e o projeto não foi votado por birra, segundo o prefeito, do presidente da Casa, José Aparecido Pacheco. “Ele brigou comigo e os funcionários que vão pagar por isso? Ele é ditador. Hoje, eu vou convocar uma sessão extraordinária. Como a Câmara está em recesso, o prefeito pode marcar. Tenho maioria no Legislativo, mas ele não colocou em votação. Foi pura birra.”
Na versão do presidente da Câmara, José Aparecido Pacheco, o projeto não especifica de onde vai sair o dinheiro para fazer a suplementação. O projeto está errado e é anticonstitucional e os vereadores não podem votar às escuras.”
Pacheco quer saber por que, a um mês do final do ano, é necessário fazer dotação orçamentária extra. “No ano passado, votamos o Orçamento de 2006. Ele não explica qual o projeto que será anulado e onde serão gastos os R$ 700 mil.”
O vereador diz que é praxe o prefeito fazer isso. “Não é a primeira vez que ele faz. Ele pára os servidores e faz discurso colocando os funcionários contra os vereadores. Ele fez uma reunião com os servidores e falou mal de mim. Estou indo para a delegacia fazer um boletim de ocorrência por difamação.”
O presidente do Legislativo promete devolver o projeto para ser especificado. “Eu optei por devolver para ele arrumar o projeto. Só depois é que vamos votá-lo. Mas, de antemão, já sei que ele não vai arrumar, porque ele não é pessoa de ceder, as coisas têm que ser feitas do jeito dele.”
Marins ataca dizendo que o pedido de dotação de verba foi feito na semana passado, ou seja, com tempo suficiente para que o Legislativo percebesse erros e encaminhasse para a prefeitura para possíveis correções.
“Eu tenho o dinheiro para fazer os pagamentos na segunda-feira, mas preciso da dotação de verba. Temos 164 funcionários. Eu protocolei o pedido na Câmara e o presidente não colocou para votar. Eu quero pagar o salário e o 13.o dos funcionários e o presidente da Câmara não está deixando”, ressalta Marins.
Pacheco rebate dizendo que o problema é que “o prefeito faz coisas erradas e chega no final do ano sem Orçamento.”
O prefeito promete determinar a volta dos serviços não essenciais na segunda-feira, assim que tiver em mãos a dotação orçamentária. O presidente da Câmara promete votar, desde que o projeto venha especificado.