09 de julho de 2026
Nacional

Cremesp reprova 56% dos formandos de medicina

Folhapress
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São Paulo - Mais da metade dos estudantes do sexto ano de medicina que participaram da avaliação realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) foi reprovada neste ano. Com apenas 44% de aprovados entre os 833 que participaram do exame, o desempenho é pior do que o registrado no ano passado, quando 62% dos 688 inscritos passaram. Em 2005, o índice de aprovação foi de 69% entre 685 estudantes. O exame do conselho é voluntário, não tem caráter punitivo e a reprovação não impede o exercício da medicina.

Na avaliação do Cremesp, os resultados mostram que o ensino de medicina no Estado é deficiente e expõe a população a riscos. “A abertura indiscriminada de cursos não foi acompanhada de qualidade. Faltam corpo docente qualificado e infra-estrutura adequada”, diz Henrique Carlos Gonçalves, presidente do Cremesp.

Para regular a atuação profissional, a instituição defende a implantação de um exame de ordem. “O exame deveria ser até mais rigoroso do que o da OAB”, afirma o médico Braulio Luna Filho, conselheiro do Cremesp e coordenador da prova de qualificação.

Participaram da terceira edição da prova, realizada em duas etapas nos meses de setembro e outubro, 833 estudantes de 23 escolas médicas do Estado de São Paulo. As outras oito escolas do Estado não fizeram a prova por terem sido abertas há menos de seis anos e, portanto, não terem ainda formandos. A USP foi a mais bem colocada: 90,8 % dos 76 que fizeram a prova foram aprovados.

Na outra ponta está a Universidade de Marília, em que os dez inscritos no exame não passaram.