Brasília - Lançado à presidência do Senado por uma frente suprapartidária, Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou ontem que não tem chances de disputar o cargo de fato, já que, segundo ele, não faz parte do “esquema” que comanda o PMDB, partido com a maior bancada na Casa e que, pela tradição, tem a prerrogativa de indicar o presidente. “Isso (a indicação da bancada) não vai acontecer. São esquemas que estão aí: o Renan (Calheiros), o Jader Barbalho, o (José) Sarney... Essa coisa. É o esquema. E o Pedro Simon é uma figura estranha a isso”, disse o senador, em discurso da tribuna da Casa. Simon citou exatamente três dos quatro últimos presidentes do Senado.
Ontem deputado, Jader Barbalho (PMDB-PA) comandou a Casa de fevereiro a setembro de 2001, quando renunciou após uma série de denúncias. Entre 2003 e 2005, Sarney esteve na direção do Senado, o que já havia acontecido de 1995 a 1997. Renan Calheiros (PMDB-AL) sucedeu Sarney em 2005. Foi reeleito neste ano, mas, como Jader, acabou renunciando antes de terminar seu mandato por conta de denúncias.
Ainda em seu discurso, Simon lembrou que, em 25 anos de Senado, nunca pertenceu à Mesa Diretora da Casa nem presidiu nenhuma das comissões.