10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Cesta de Natal também exige pesquisa

Gabriel Ottoboni
| Tempo de leitura: 3 min

O final do ano é marcado por muitas festas e também, muitos gastos. Com a proximidade do Natal, supermercados e lojas especializadas se preparam para vender as tradicionais cestas natalinas, sempre muito procuradas. Existem opções para todos os bolsos e gostos, dependendo do objetivo de quem vai presentear.

Por isso, muito cuidado na hora de fazer a compra. De acordo com o economista Adriano Fabri, a boa e velha pesquisa continua sendo fundamental. Além de pesquisar preços, ele recomenda analisar o custo-benefício da aquisição, verificar a validade dos produtos, além das formas de pagamento e o valor que se adeque a cada orçamento.

Não se pode esquecer que janeiro é tradicionalmente um dos meses de maior gasto para o consumidor, com o pagamento de tributos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), além de matrícula e material escolar e eventuais despesas com viagem de férias. “Já que os preços das cestas (de Natal) podem variar muito em função dos itens, compre uma cesta adequada ao seu orçamento pessoal”, sugere Fabri.

César Eduardo Prando é proprietário de um estabelecimento que comercializa produtos nacionais e importados em Bauru. No local existem opções de compra que variam de R$ 29,00 a até R$ 4 mil. A diferença de preços, segundo ele, está na qualidade dos produtos escolhidos, e não na quantidade.

O felizardo que receber a segunda opção poderá degustar produtos vindos de todo o mundo, como uísque “de altíssimo nível”, champanhe francês, vinho (vendido na faixa de R$ 200,00 a unidade), panetone importado (o italiano sai por R$ 160,00 a unidade), chocolates, torrone espanhol e queijo francês, além de outros itens. “É uma cesta muito fina, até porque a quantidade de itens pouco importa. O que interessa neste caso é a qualidade do que está lá dentro”, explica.

Mais simples

Quem integra o quadro de funcionários de companhias que premiam seus empregados no final do ano, provavelmente receberá cestas que variam de R$ 29,00 a R$ 40,00, contendo panetone, vinho simples, biscoito, bolo, caixa de chocolate, geléia, torrone e frutas típicas. No estabelecimento dirigido por Prando serão vendidas 7 mil cestas para essa finalidade nesta faixa de valores.

A preparação de Natal na loja começou em julho em virtude da cotação de preços realizada pelas empresas. O comerciante explica que o cliente também tem a opção de montar sua própria cesta. “Às vezes a pessoa é diabética, ou em virtude da idade avançada não consome bebida alcoólica”, explica Prando.

“Mas já temos várias opções para evitar todo esse trabalho”, garante. A cesta de maior saída, no entanto, sai por R$ 200,00 e contém uísque escocês, champanhe importada, chocolate suíço, pistache, castanha de caju e vinho tinto importado.

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Ceia mais cara

Apesar do dólar mais baixo, a ceia não deve ficar mais barata para o consumidor neste Natal. Segundo o economista Adriano Fabri, os importados ficarão com preços menores, mas as carnes serão os vilões e farão os preços aumentarem.

“Enquanto os importados podem cair de 15% a 20%, as carnes podem subir na mesma proporção. Os panetones, em função do preço do trigo, estão cerca de 6% mais caros este ano”, afirma.

Mesmo com o mercado aquecido em virtude da indústria, desemprego caindo, aumento real dos salários e inadimplência em queda, Fabri acredita em aumento das vendas na ordem de 10%. “Maior demanda pressiona os preços para cima, e não para baixo”.

Sobre comprar a cesta de Natal oferecida pelos estabelecimentos comerciais ou montar a própria, o economista avalia que não há uma regra a ser seguida. “O consumidor tem que estar atento para verificar se o estabelecimento está cobrando pela comodidade da cesta pronta ou se está pensando em ganhar menos por produto para vender um número maior de itens com a cesta. A lógica seria um preço menor, pois com a cesta o consumidor leva para casa um número maior de produtos. É justo que se pague menos por isso”, ressalta.

Em relação a substituir produtos por outros mais em conta, o economista afirma que as marcas menos conhecidas tendem a cobrar menos.