Acompanhei atentamente do primeiro ao último minuto mais um julgamento do Renan, com resultado já previsto, depois que o senador Simon subiu à tribuna e disse apenas: isto é uma autêntica palhaçada, pois tudo já foi combinado com Lula, Renan será absolvido e a CPMF aprovada. Não deu outra. Minha perplexidade já chegara aos píncaros ao abrir o jornal do dia 4/12, e ver a manchete “Camareiros querem 47% de aumento nos salários”; com a alegação não menos vergonhosa de que “é para cessar as extraordinárias”. Então um “camareirozinho” dos novos diz que pouco está se lixando para a rejeição da população.
Assim, se os eleitores tiverem um mínimo de brio devem formar blocos de cinco a dez pessoas e passar a questionar os “camareiros” na porta de suas casas, na entrada da Câmara, nos restaurantes, na rua, e pedir satisfação de tal atitude “cara-a-cara”, para ver o que têm a dizer, pois na platéia do plenário, e, em absoluto silêncio, ver suas arruaças, não dá. Ir só um eleitor questionar esse tipo de gente corre o risco do mesmo dar uma “bofetada na própria cara” e chamar a polícia alegando que foi agredido pelo infeliz eleitor.
Pleitear tal aumento em município que alega não ter recursos nem para tapar buracos de rua “é pura cachorrada”, e solicitar à imprensa publicidade de que em Reginópolis, com meia dúzia de ruas e 500 habitantes, querem 83% não pega.
Antonio Miguel Edaes Inete - OAB-SP 32.015