09 de julho de 2026
Nacional

Sarney recusa disputa no Senado e PMDB tenta emplacar Garibaldi

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Com a saída definitiva de José Sarney (AP) da disputa pela presidência do Senado, a cúpula do PMDB e a bancada do partido na Casa costuravam ontem com o Planalto o apoio a Garibaldi Alves (RN) para suceder Renan Calheiros (AL). Ao final do dia, a direção do PMDB agia para tentar anunciar uma decisão por consenso. Era pequena até as 20h de ontem a possibilidade de disputa hoje na bancada, mas tal hipótese não podia ser descartada. A votação está prevista para amanhã e pode ocorrer antes da votação da CPMF.

Havia ontem uma articulação para que a eleição fosse antecipada para hoje, mas isso só ocorrerá caso haja um entendimento entre todos os líderes partidários. Em reunião anteontem com Renan e o senador Edison Lobão (MA), Sarney disse que não aceitaria disputar a presidência do Senado.

De noite, em novo encontro com os dois, e do qual participou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), Sarney repetiu sua negativa, dizendo que o presidente Lula já estava ciente dela. Então, entraram em contato com Garibaldi e prometeram apoiar seu nome na bancada de 20 senadores peemedebistas do Senado. Em troca, o grupo que banca Garibaldi daria força ao pleito de Sarney para nomear Lobão ministro das Minas e Energia.

Garibaldi é ligado ao grupo do PMDB composto pelo presidente do partido, o deputado federal Michel Temer (SP), o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e o líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Lula preferia Sarney. Disse isso publicamente. E fez apelo em reunião na semana passada para ele disputar o cargo. Mas Sarney manteve a decisão de não concorrer.

Os senadores Valter Pereira (MS) e Leomar Quintanilha (TO) aceitaram retirar suas candidaturas. Até as 20h, o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), ainda não havia conseguido convencer Garibaldi, Neuto de Conto (SC) e Pedro Simon (RS) a evitar a disputa na bancada.