O documento recebido pela vereadora Majô Jandreice (PC do B) pode ser considerado como um “raio-x” da segurança das escolas municipais. Nele é possível constatar que apenas 35, das 77 unidades escolares municipais, contam com vigias. Apesar disso, segundo a administração, todas possuem alarme.
Por isso, não é exagero afirmar que as deficiências técnicas do sistema de vigilância, aliadas à lentidão da prefeitura em providenciar sua atualização e à falta de vigias, facilitam a vida dos vândalos e ladrões que freqüentemente atacam as escolas municipais. Prova disso é que, somente no período de outubro de 2006 a outubro de 2007, foram registradas 63 ocorrências de furtos e 52 de vandalismo em 34 instituições.
Uma das maiores vítimas foi a EMEF “Alzira Cardoso”, no Jardim Chapadão, que sozinha responde por 20 ocorrências - nove de furto e 11 de vandalismo - no período. A escola já teve furtada desde torneiras, trilhos de alumínios e fiação elétrica a equipamentos de informática, materiais escolares e tampas de ralo, além de já ter sido alvo de inúmeras pichações e ter sofrido danos em vidros, cadeados, computadores e fiações do telefone, alarme e elétricas.
Outra unidade escolar que é alvo constante de furtos e vandalismo - foram 15 no total - é a EMEI “José Gori”, no Parque Jaraguá. A instituição já teve furtada cadeados, torneiras, fiação elétrica, lâmpadas fluorescentes, escovas de dente e creme dental, além de já ter sofrido estragos em ventiladores, vidros, portas, paredes e alambrados e ter sido pichada em vários locais.
Já a Emeii “Professor José de Toledo Filho”, conhecida como “Caiczinho”, no Bauru 16, sofreu, durante pelo menos três meses, ataques seguidos de depredadores, que retiraram as grades de proteção das janelas, quebraram peças de acrílico utilizados como vidro, destruíram trabalhos dos alunos e até defecaram no lactário do berçário. Além disso, a Emei “Isaac Portal Roldan” chegou a ficar uma semana sem aula este ano.