07 de julho de 2026
Auto Mercado

Notas 4


| Tempo de leitura: 5 min

• Jeitinho francês

O presidente mundial da holding francesa, Christian Streiff, ratificou que a empresa vai despejar R$ 110 milhões na unidade brasileira da PSA Peugeot Citroën de Porto Real, no Sul fluminense. O investimento é para o novo carro cujo início de produção coincidiu com a implantação do terceiro turno na fábrica.

O modelo, porém, não será tão novo assim. Ele até recebeu a alcunha de “206 e meio”. É que a PSA vai fazer um híbrido entre a plataforma do atual 206 com o estilo do 207 europeu. Apesar de o grupo contar aqui no Brasil com a plataforma do Citroën C3, a mesma do 207 lá fora, a empresa teria de gastar mais para desenvolver um novo modelo. A solução bem à brasileira é fazer uma profunda reestilização no 206 e deixá-lo com a cara – e com o nome – de 207.

O novo compacto será lançado no início do segundo semestre. Na seqüência, será a vez do 207 SW. Já a plataforma do C3 vai ser ocupada com o monovolume compacto da Citroën, que deve chegar ao mercado em fins de 2008, início de 2009. Na mesma época, a Peugeot faz uma versão sedã do 207.

• Um luxo só

O mantra da redução de custos move montanhas. E faz até duas velhas rivais se unirem. As alemãs BMW e Mercedes-Benz firmam ainda este mês uma joint-venture para desenvolvimento de produção de motores e de transmissões. Pelo acordo, os novos propulsores e câmbios vão equipar o Mini Cooper – compacto de luxo da marca inglesa que faz parte do Grupo BMW – e a nova geração do Classe B, da Mercedes.

O acordo, caso se confirme ainda em dezembro, ocorrerá dois meses depois de a mesma BMW ter encerrado uma joint-venture com a PSA Peugeot Citroën. A parceria franco-germânica desenvolveram motores de baixa litragem para equipar modelos da Mini e das duas marcas francesas.

• Investir é preciso

O setor automobilístico vende como nunca e as fabricantes se vêem obrigadas a investir. A Volkswagen, por exemplo, vai aplicar R$ 123 milhões na planta de São Carlos, no interior de São Paulo. O objetivo é aumentar a produção de motores da unidade, de 1.800 para 2.700 unidades/dia e suprir a demanda do setor. Uma nova linha de usinagem e de montagem já está sendo preparada na fábrica e entra em operação até maio do ano que vem. Ainda está prevista a construção de uma linha de cabeçotes e de usinagem de blocos.

Com o aporte de capital e a contratação de 200 funcionários, a fábrica de São Carlos se tornará a quinta maior produtora de motores da montadora alemã no mundo. A unidade deve fechar 2007 com a produção de 560 mil propulsores que abastecem modelos feitos nas fábricas paulistas de São Bernardo do Campo e de Taubaté e na paranaense de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba. Parte dos motores ainda são exportados para Argentina, África do Sul e Espanha.

Outra fabricante que também vai investir é a Fiat. Até 2010 a filial brasileira da montadora italiana vai destinar US$ 6 bilhões para o aumento da capacidade produtiva e o desenvolvimento de novos produtos e motores da marca no Brasil. O montante não inclui apenas as plantas de Betim – Grande Belo Horizonte – e de Sete Lagoas, no interior de Minas Gerais, mas também a fábrica de Córdoba, na Argentina, e as unidades de empresas como Teksid, Iveco, New Holland e Magneti Marelli, que fazem parte do grupo.

• Câmbio livre

Em meio a uma enxurrada de tecnologias “verdes” e para carros flexfuel, a Magneti Marelli aproveitou o Congresso SAE Brasil 2007, entre os dias 28 e 30 de novembro, em São Paulo, para dar uma canja de seu próximo lançamento: o câmbio Free Choice – livre escolha, em português. A caixa automatizada é esperada para estrear mo primeiro bimestre de 2008. A transmissão é, na verdade, uma caixa comum, controlada por um sistema hidráulico que realiza as trocas sem intervenção do motorista – como o Easytronic, que a Chevrolet instalou na Meriva.

O grande atrativo do Free Choice deve ser o preço, situado entre as duas opções convencionais de câmbio – como já acontece no mercado europeu. A Fiat, proprietária da Magneti Marelli, deve oferecer o câmbio em modelos como Punto, Idea, Stilo e no sedã médio Linea, próximo lançamento da montadora.

Além de fazer as trocas automaticamente – uma pequenina tela no painel indica a marcha engatada –, o sistema permite também que as trocas sejam feitas manualmente, como nos câmbios automáticos seqüenciais: movendo a alavanca para cima ou para baixo, para elevar ou reduzir a marcha.

• Sem prestígio

A imagem das montadoras americanas dentro dos Estados Unidos explica bem porque a General Motors está com a Toyota nos calcanhares na briga pela liderança do mercado mundial. Segundo uma pesquisa da organização de direitos do consumidor Consumer Union, dos Estados Unidos, o índice de satisfação dos consumidores com modelos de marcas “de fora” é bem maior com o das montadoras locais. E os veículos de marcas japonesas foram os que mais se destacaram.

Toyota Prius, Honda Fit e Infiniti M35 RWD – a marca de luxo que pertence à Nissan – ficaram empatadas entre os modelos com o maior índice de satisfação. Em seguida surgem modelos das alemãs BMW e Mercedes-Benz, da japonesa Mazda e da também alemã Porsche. Entre os consumidores mais insatisfeitos, porém, os modelos da Chevrolet foram os mais lembrados, com “destaque” para Aveo, Equinox e Colorado.