Na comunidade, o jornalista terá fontes de informação na polícia, Corpo de Bombeiros, hospitais, associações, prefeitura, Câmara, autarquias, Justiça, representações de órgãos estaduais e federais, terminal rodoviário, clubes de serviço, clubes recreativos, escolas, agências noticiosas, Internet, outros veículos de informação, pessoas que se destacam nos esportes ou na cultura, cartas e telefonemas dos leitores e ouvintes, pessoas que procuram a redação, etc.
Cada vez mais, porém, o jornalismo, inclusive o comunitário, depara-se com a figura do assessor de imprensa quando procura informações em grandes empresas, sindicatos, órgãos públicos etc., mesmo no Interior.
Nestes casos é preciso estar atento para o fato de que, normalmente, o compromisso do assessor de imprensa é com o seu patrão enquanto o compromisso do jornalista é com o público. O foco de interesse da assessoria pode não ser o mesmo que interessa ao veículo comunitário, daí a necessidade ética de submeter a informação da assessoria ao crivo de outras fontes e, também, de repercuti-la com a própria comunidade.
Em “Assessoria de Imprensa - Teoria e Prática” (Porto Alegre: Sagra-DC Luzzatto, 1993), Elisa Kopplin e Luiz Artur Ferraretto advertem que “pressionar para que notícias a respeito do assessorado sejam publicadas, sonegar informações de interesse, divulgar inverdades e defender os interesses de quem o contratou acima dos da população são problemas ainda freqüentes no mercado brasileiro de Assessoria de Imprensa. Em síntese, contrariam o código de ética da profissão e, não raro, prejudicam a imagem de quem é assessorado”.
Gene Wilkes - 678.888.667