07 de julho de 2026
Auto Mercado

Notas 4


| Tempo de leitura: 3 min

• Plugado na história

Quando o francês André-Marie Ampère nasceu em 1775, mal sabia que sua descoberta sobre as correntes elétricas seria a base de todo o mundo tecnológico. E o americano Henry Ford, quando decidiu aplicar a montagem em série de seu Ford T, no início do século passado, não sabia que seu método tornaria-se a base de todo a indústria moderna. Os dois, logicamente, não imaginaram que a junção de cada um poderia gerar números concretos. O Toyota Prius, que está completando 10 anos, é o primeiro modelo em que a eletricidade foi utilizada de forma prática e efetiva num automóvel normal de linha, com saldos positivos para o mercado. Desde 1997, foram mais de 900 mil veículos vendidos, sendo 81 mil na Europa.

O Prius não foi o primeiro carro híbrido do mercado. Mas em termos de vendas, a prosperidade do modelo nipônico causa inveja. O grande sucesso do carro veio de sua estratégia de mercado. Desde seu nome – Prius em latim significa “o que vem antes” –, até a economia de combustível prometida e a “atitude” ecologicamente correta. Sob o capô, o carro consegue um consumo de 25,5 km/l, segundo a Toyota. O motor elétrico gera 67 cv, enquanto o propulsor à combustão 1.5 oferece 76 cv. Ele atinge a velocidade máxima de 170 km/h e sua aceleração de zero a 100 km/h é feita em 10,9 segundos.

• Presentes de Natal

O mercado brasileiro vem sofrendo uma verdadeira epidemia de “recalls”. E as primeiras vítimas são os proprietários de veículos das marcas General Motors, Volvo, Renault e Citroën. Todas as empresas anunciaram problemas em seus carros. A General Motors identificou a possibilidade de desprendimento no material de atrito das pastilhas de freio nos modelos Astra, Vectra e Zafira. O descolamento seria capaz de reduzir a eficiência na frenagem e até causar acidentes.

Os C3 da Citroën também apresentaram problemas com o sistema de frenagem. Mais especificamente, o superaquecimento do interruptor do pedal do freio. O defeito leva as luzes de freio a permanecerem ligadas o tempo todo, confundindo motoristas de outros veículos. A Renault, por sua vez, convoca os donos de Logan – em diversas configurações – para um exame nas rótulas axiais das caixas de direção, que podem se desacoplar e fazer o motorista perder o controle do carro.

Finalmente, a Volvo, conhecida por sua preocupação por segurança, quer prevenir os 14 proprietários no Brasil do XC90 anos 2007/2008 a corrigir “bugs” no programa do sistema de climatização. O mau funcionamento do ar-condicionado do utilitário esportivo de luxo pode embaçar os vidros e prejudicar a visibilidade do motorista e a segurança do trânsito.

• Compacto à vista

O presidente da Nissan Mercosul, Thomas Besson, confirmou o que já se sabia. A Nissan vai fabricar um carro de passeio no Brasil. Na verdade, a marca nipônica, que faz parte do Grupo Renault, começou a preparar terreno para se livrar um pouco de estigma de fabricante de modelos fora-de-estrada com a chegada dos novos Sentra e Tiida do México, no primeiro semestre de 2007. O novo modelo será um compacto em cima da plataforma do Renault Logan, na fábrica de São José dos Pinhais, na Grande Curitiba.

O mais provável é que novo carro seja um produto novo para mercados emergentes, tal qual o Logan. Mas desde o ano passado especula-se que a linha de montagem paranaense pode abrigar a nova geração do Micra a partir de 2009. Antes disso, porém, a unidade passa a fabricar, em março, a Frontier SEL, pick-up que começou a ser importada da Tailândia em novembro.