09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Ano Novo eleva venda de bebida e carne

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 3 min

O Natal já passou e o consumidor, agora, pensa na ceia e no almoço de Ano Novo. Os ingredientes da festa mudam um pouco e, em vez dos tradicionais frangos e perus, o cardápio principal é regado a muita bebida e carne bovina para churrasco.

De hoje até segunda-feira, véspera da virada, as filas nos supermercados e açougues devem continuar. Melhor para os comerciantes, que estimam boas vendas para o período.

“Os refrigerantes e as bebidas com álcool, com destaque para as champanhes, serão os produtos mais procurados pelos clientes nesta semana. Diferentemente do Natal, as pessoas procuram fazer uma confraternização mais simples, com um cardápio menos variado. O churrasquinho é a principal opção”, destaca Donato Avelino da Silva, gerente de um supermercado no Jardim Ferraz, em Bauru.

Segundo ele, a expectativa da empresa é superar em 5% venda de bebidas contabilizada no mesmo período do ano passado. Silva comenta ainda que, depois dos líquidos e da carne, os peixes e as frutas também têm lugar garantido no carrinho de compras. “Embora em menor quantidade, esses produtos acabam saindo bem”, completa.

As champanhes, espumantes e cerveja são as bebidas que menos param nas prateleiras nesta época. João Marcos Moreira, gerente de um supermercado na Vila Cardia, revela que a meta da loja é vender até 7% mais dessas bebidas em comparação com o mesmo período de 2006.

“Agora, a festa é mais entre amigos, e o churrasco, movido a muita carne e bebida, acaba sendo a preferência das pessoas”, aponta Moreira. De acordo com ele, o movimento no supermercado deve voltar a ficar mais intenso a partir de amanhã. O preço das bebidas, garante o gerente, não mudou muito em relação a dezembro do ano passado.

“As champanhes e espumantes variam em nossa loja de R$ 2,99 a R$ 16,79. O consumidor não vai sentir muita diferença”, completa.

Se a tendência das famílias para o Réveillon é investir num bom churrasco, isso quer dizer que o movimento nos açougues também será grande. Numa casa de carnes do Jardim Brasil, as vendas estão intensas desde as vésperas do Natal. Édson Antônio da Silva, dono do estabelecimento, diz que as carnes bovinas, com destaque para as peças de picanha, alcatra, maminha e contra-filé, são as mais procuradas.

“O que ocorre agora é uma inversão no consumo. Enquanto no Natal a maior saída é dos derivados de porco, como o pernil e a leitoa, para o Ano Novo, a procurar maior é por carne bovina para churrasco”, afirma.

Embora a carne tenha sofrido uma sensível alta nos últimos meses está otimista. “Acredito que esse fator não vai inibir as vendas. Vamos vender na mesma proporção que no fim do ano passado. Ninguém vai deixar de fazer um churrasquinho”, acrescenta.

Gelo

Churrasco pede bebida gelada e, para isso, é preciso gelo. As casas especializadas no serviço consideram as festas de Natal e Réveillon como o melhor período de vendas do ano.

“É comum as geladeiras ficarem lotadas de doces e carnes e as bebidas perderem espaço dentro do refrigerador. Por isso, a alternativa é comprar gelo para acondicionar as garrafas durante a festa. Nossas vendas estão tendo um saldo muito positivo”, destaca Odacyr Donida Júnior, dono de uma fábrica de gelo no Novo Jardim Pagani, em Bauru.

Para o consumidor ter uma idéia de preço, o saco com cinco quilos de gelo em cubos na loja do comerciante custa R$ 5,00. Já a embalagem com 22 quilos do produto triturado sai por R$ 12,00.