09 de julho de 2026
Internacional

Sobreviventes do tsunami relembram o desastre de 2004

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Jacarta - Sobreviventes do tsunami que matou 226.408 pessoas em várias nações banhadas pelo oceano Índico há três anos realizaram ontem uma simulação do desastre para marcar seu terceiro aniversário. Na Indonésia, muitos simularam ser vítimas e feridos, levados aos hospitais por ambulâncias e caminhões. O exercício teve o objetivo de testar o sistema de emergência no país. O evento também foi marcado por uma missa, que reuniu centenas de pessoas na Província indonésia de Aceh, a mais afetada pelo tsunami.

Cerca de 170 mil pessoas morreram na região, e as perdas materiais são estimadas em bilhões de dólares. “Nós rezamos pelas vítimas para que Deus aceite suas almas”, disse Kamal Usman, um sobrevivente do tsunami, que reside em Calang, ao norte de Aceh. Em Ciwandan, na costa noroeste de Java, o presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, assistiu à simulação, transmitida pela TV.

“Esperamos que com esses exercícios, as pessoas entendam que elas vivem em uma área propícia a tsunamis e saibam o que fazer em casos de emergência”, disse Ami Pramitasari, membro da equipe do ministério de Tecnologia, que promoveu o exercício.

As ondas causadas pelo maremoto de nove graus de magnitude na escala Richter, no norte de Sumatra, chegaram até a costa leste da África e causaram mortes em países afastados do epicentro, como Somália e Quênia. Mas as nações mais devastadas foram Indonésia, Sri Lanka, Índia e Tailândia.

Desde que ocorreu o tsunami, as nações do Índico instalaram equipamentos de alerta e passaram a realizar simulações periódicas do tsunami para preparar os moradores para um outro desastre do tipo.

Três anos depois da tragédia, dezenas de ONGs ainda trabalham na reconstrução de Aceh, onde centenas de pessoas não têm lar e vivem em abrigos precários.

Kuntoro Mangkusubroto, chefe da agência BRR, responsável pela reconstrução das regiões afetadas na Indonésia disse que os trabalhos de recuperação estão a um passo acelerado. Segundo ele, mais de 100 mil casas tiveram de ser reconstruídas em Aceh, e outras 20 mil devem ser refeitas até julho.