Em apenas cinco anos, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Regional (Coder) pretende tornar o turismo da região de Bauru conhecido em todo território paulista. A expectativa é do presidente do órgão, Ricardo Marques Coube, que fez balanço dos trabalhos realizados em 2007.
Na opinião dele, o próximo ano será crucial para os dez municípios envolvidos no projeto. Eles terão de estar preparados para receber seus turistas. “Passa pela arrumação das cidades. Ninguém vai lançar alguma coisa se os municípios não estiverem estruturados. Quem sabe no final do ano que vem a gente vai estar participando de feiras de turismo levando nosso pólo para ser apresentado como produto de turismo”, comenta.
Mas para alcançar o objetivo, a idéia é, inicialmente, promover os roteiros de forma “caseira”. “Meu “feeling” empresarial diz que a coisa vai ser de dentro para fora. O primeiro impacto vai ser o bauruense saber que tem o roteiro da pinga em Lençóis, o ecoturismo em Agudos, por exemplo. Vai ver que na frente dele tem várias opções. Em seguida, uma região de 100 quilômetros”, comenta o presidente do Coder.
Após a microrregião, as opções de turismo da região circularão no Estado e, num quarto momento, no País. Atualmente, o Coder já está elaborando o material de divulgação dos pontos turísticos das dez cidades participantes e trabalhando junto às esferas estadual e federal para obter recursos. “Nós já estamos numa fase de pedir registro dos circuitos. No nosso entendimento, o nosso turismo é cultural e natural. No ano que vem, as cidades vão fazer trabalho, inclusive, nas escolas”, comenta Coube.
Cultura
A meta é fomentar a cultura do turismo já que, para o presidente do Coder, o ponto turístico em si não vai sustentar uma política de longo prazo. “O município tem que estar limpo, com projeto de sinalização e com um bom saneamento básico. Com o cuidado, os pólos de artesanato, a cultura indígena, as cachoeiras e rios, para citar alguns exemplos, seriam fortes atrativos”, diz.
A região também sairia fortalecida. “O inédito é que se está conseguindo fazer com que as cidades entendam que nós somos uma região e que isso é mais forte do que qualquer uma delas isoladamente. O movimento também está unindo as forças vivas das cidades”, afirma Coube.
O Coder tem como objetivo o desenvolvimento socioeconômico e cultural da região de forma sustentável. Participam do conselho Bauru, Agudos, Arealva, Avaí, Duartina, Iacanga, Lençóis Paulista, Macatuba, Pederneiras e Piratininga. “O turismo foi entendido como uma oportunidade que não era percebida”, conclui o presidente do Coder.
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Instituto Soma
O Coder está em vias de existir juridicamente, no entanto, não tem como agenciar e promover negócios como uma agência de desenvolvimento econômico. Para driblar a dificuldade, o órgão firmou parceria com o Instituto Soma, explica o Ricardo Marques Coube.
“Ele será o braço operacional do Coder. Para transformar o Coder numa agência, nós enfrentaríamos muita burocracia, levaria muito tempo. Vamos ter de administrar fundos coletivos”, comenta o presidente do órgão, fundado há dois anos. O Coder fomenta o crescimento econômico e social, tendo seu foco principal voltado para o potencial logístico gerado pela intermodalidade da região.