07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• “Ócio produtivo”

A afirmação do prefeito Tuga Angerami de que irá refletir sobre o ócio produtivo lendo uma obra sobre a questão do sociólogo italiano Domenico De Masi, que defende que as pessoas precisam aproveitar o tempo livre para desenvolver a criatividade, rendeu piadas e brincadeiras entre políticos locais.

• Fábrica de colchões

O vereador Primo Mangialardo (PV) foi um dos que não perderam a chance. Ele disse que nunca soube que o ócio era produtivo. “Só se for para os donos de fábricas de colchões e travesseiros. E o que deve ter de gente em ócio produtivo agora! É só dar uma olhada como estão os terrenos da cidade, cheios de mato. Cadê os fiscais? Devem estar todos em ócio produtivo”, disparou o parlamentar.

• Exemplo auto-aplicável

A ironia política de Mangialardo, porém, esbarra na concepção em se tratando do exemplo por ele utilizado. É que uma parcela da culpa pelo aumento daocorrência de mato alto na cidade se deve aos vereadores. Isso porque, a pretexto de conceder anistia para infratores nesta área e de que a leianterior era severa demais, o Legislativo aprovou proposta de Tuga, no ano passado, e abrandou por demais a regra. Agora, finalmente, voltaram a apertar o cerco.

• Três anos de “ócio”

Mas como o assunto era a tese sobre o ócio, o vereador José Carlos de Souza Pereira (PT), o Batata, disse que o prefeito não precisa perder tempo lendo uma obra que trata do “ócio produtivo” para encontrar as soluções para sua administração. “É só trabalhar mais, acordar cedo, ser mais prático e ir para o canteiro de obras cedo. Tudo se resume em uma palavra: trabalhar. No entanto, o Tuga deve estar muito criativo, pois faz três anos que não faz nada”, cutucou o petista.

• Próxima do final

A auditoria realizada pela Emdurb na funerária municipal está próxima de ser concluída. A informação foi confirmada ontem pela assessoria de imprensa da autarquia, que informou também que os depoimentos continuam sendo efetuados para apurar denúncias de irregularidades no setor. Apesar disso, ainda não há previsão de quando o procedimento investigatório terminará.

• Hábito da desconversa

O presidente do DAE, José Clemente Rezende, já dá sinais de que cedeu a uma tentação comum a gestores públicos: ao tratar de alguns conflitos ou quando procurado para falar de obstáculos de gestão, nem sempre ele atende. Não era assim! Mas Clemente também mudou. Ou pelo menos parece impregnado com este vício. Ainda é tempo de mudar de novo, neste caso, voltando às origens de falar e discutir sobre tudo.

• Quem manda de fato?

Uma fonte com trânsito junto à Divisão Técnica do DAE informa que os representantes do consórcio Emmel-Log, vencedores da licitação para construir a ETE do Gasparini, voltaram para Mato Grosso, anteontem, assustados. É que a autoridade e comando de Clemente teriam sido testados na reunião. O conteúdo do projeto técnico da ETE, elaborado pelo setor de engenharia, pode revelar mais que falhas, mas lapso no comando interno. Voltaremos ao assunto.