08 de julho de 2026
Polícia

Exumação de adolescente é negada

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia Seccional de Bauru indeferiu o pedido de exumação do corpo do adolescente Carlos Rodrigues Júnior, 15 anos, morto em ação policial no último dia 15 em sua casa, no Núcleo Mary Dota. A defesa de quatro dos seis policiais envolvidos no caso solicitou o exame e também o acompanhamento de um perito ao delegado Marcelo Haddad, que preside o inquérito. Ontem, o delegado seccional Donizeti José Pinezi afirmou que o pedido foi negado por falta de motivos. A defesa dos policiais agora estuda quais medidas serão adotadas.

Os advogados de quatro dos seis policiais militares acusados do crime - Gérson Gonzaga da Silva, 42 anos, Ricardo Ottaviani, 34 anos, Maurício Augusto Delasta, 33 anos, e Juliano Arcangelo Bonini, 34 anos -, protocolaram os pedidos na Delegacia Seccional anteontem. A alegação da defesa é que a exumação esclareceria alguns pontos sobre a morte do adolescente e que o laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) foi precipitado.

De acordo com Pinezi, a solicitação dos advogados foi negada pelo presidente do inquérito. Ele ressalta que não há motivos para uma exumação, afirmando que o laudo elaborado pelo diretor do IML está completo. O laudo aponta que o rapaz morreu vítima de parada cardíaca provocada por choques.

Sérgio Mangialardo, um dos advogados dos quatro policiais, destaca que irá se reunir com um perito e o advogado Luiz Henrique Mitsunaga, para analisar o laudo detalhado do IML, recebido ontem. Também irão verificar o despacho da Seccional que indeferiu a solicitação da defesa. “Vamos estudar quais medidas serão adotadas para isso”, informa.

Além de Silva, Ottaviani, Delasta e Bonini, o tenente Roger Marcel Vitiver Soares de Souza, 31 anos e o soldado Emerson Ferreira, 35 anos, também estão envolvidos na morte de Carlos Rodrigues Júnior. Os seis policiais militares continuam detidos no Presídio Militar Romão Gomes, na Capital.