Duartina - A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB), subsecção de Bauru, vai acompanhar o processo que apura as condições da morte do menor Rinaldo Pires Júnior, 14 anos, em um pesqueiro de Duartina, no último dia 18.
Uma reunião entre os familiares do menino e a comissão foi realizada na noite de quinta-feira na OAB, comenta o coordenador, Gilberto Troijo. “A família pediu para a comissão de Direitos Humanos acompanhar o processo, já que o inquérito foi concluído.”
De acordo com Troijo, o pedido veio acompanhado de cautela. “Apenas por questão de cautela. Por enquanto, a família não desconfia de nada de errado, quer apenas que o processo siga o trâmite legal e exige todos os direitos.”
Antecipando-se a eventuais dúvidas, a comissão encaminhou ontem um pedido de esclarecimentos ao hospital de Duartina para saber como o adolescente foi atendido, em que condições chegou ao atendimento médico, seu prontuário e por que a polícia não foi comunicada quando a outra vítima, Gustavo dos Santos Fernandes, 15 anos, foi procurar socorro para seu ferimento.
Sem autorização
Os fatos ocorreram na tarde do dia 18, em um pesqueiro, no bairro São José, de propriedade de Sílvio Carloni Filho, 57 anos. Os amigos, Rinaldo Pires Júnior e Gustavo dos Santos Fernandes pescavam sem autorização do dono que disparou um tiro de espingarda contra os invasores.
Gustavo Fernandes foi atingido na perna direita e Rinaldo, na região da virilha e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local. Gustavo conseguiu fugir do pesqueiro e foi socorrido, porém não avisou que o amigo teria ficado no local.
Somente no dia seguinte é que a vítima fatal foi encontrada. O acusado foi réu confesso e, após ser preso, no dia 22, teve sua prisão revogada pelo Poder Judiciário, tendo sido colocado em liberdade na tarde do dia 24. Ele deverá responder em liberdade pelo crime de homicídio doloso e tentativa de homicídio.