07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Falta de preparo

O vereador Primo Mangialardo (PV) questionou ontem as alegações da prefeitura sobre a freqüência de usuários no Pronto-Socorro Central no período pós-feriado. Para o parlamentar verde, se a prefeitura considerou que o atendimento era feito com escala normal de médicos, faltou preparo para prever o movimento intenso na unidade. “Não dá para entender por que isso não foi feito”, criticou.

• Demora do Jurídico

Mangialardo atacou também a demora do departamento jurídico da administração municipal em avaliar os processos. Ele citou, por exemplo, a compra de 80 cadeiras de rodas e 70 macas, que segundo o vereador já encontra-se em análise no setor há um mês. “É uma demora que não se justifica. Enquanto isso, os pacientes do Pronto-Socorro ficam a ver navios”, ironizou o parlamentar.

• Distorção do sistema

O nó da Saúde municipal, entretanto, é um pouco mais apertado que a discussão pontual sobre filas no Pronto-Socorro. Apesar dos avanços na inversão dos índices de atendimentos, entre urgência e emergência e o atendimento básico, o fato é que a cultura da população local ainda está longe de se solidificar em direção ao Posto de Saúde. Uma dor de dente ainda leva muita gente ao Pronto-Socorro. A prefeitura tem parte de culpa nisso. Já que o quadro de profissionais não é o ideal.

• Ênfase habitacional

A vereadora Majô Jandreice (PC do B) considera que o último ano da gestão Tuga Angerami deveria eleger entre suas prioridades a habitação. Para a parlamentar, trata-se de um assunto do qual Bauru nunca cuidou direito. “A habitação merece mais atenção. Por isso, torço para que as perspectivas de recuperar e urbanizar alguns locais se concretizem e isso seja um pontapé para as próximas gestões, pois há muito tempo não se cuida desses locais e da periferia, que estão muito abandonados”, frisou.

• Aposta de presidente

O presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo Madureira, foi direto ao ponto quando perguntado em entrevista na TV Câmara sobre sua opinião a respeito dos processos que discutem eventual perda de mandato por infidelidade partidária em tramitação na Justiça Eleitoral. “Não vai dar em nada. A resolução deixou em aberto vários pontos. Vai ficar como está”, afirmou.

• A lei e sua eficácia

Muitos juristas gostam de repetir o “veredicto” de que lei boa é lei cumprida, aplicada. Em se tratando da discussão sobre a necessária aplicação de autos de infração contra quem insiste em manter mato alto ou sujeira em terrenos, a situação gera um fator complicador. O prazo para o contribuinte regularizar o problema é de 30 dias. Mas como o ônus da prova é da prefeitura, multas têm caído porque a administração não tem conseguido comprovar que a capinação, por exemplo, ocorreu depois desse período.