08 de julho de 2026
Esportes

Rali Dacar: Conflitos e terrorismo já causaram duas mortes

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Lisboa- Ameaças terroristas já provocaram a morte de dois pilotos no Rali Dacar. Em 1991,o francês Charles Cabannes foi vítima de um tiro no Mali. Ele era piloto de um caminhão de assistência à prova e foi alvejado na nona etapa, entre Tilia e Gao. Na época, o país enfrentava um conflito entre o exército e os tuaregues, minoria que dominava o norte do Mali. Mas os responsáveis pelo crime jamais foram identificados. O brasileiro André Azevedo lembra o ataque.

“Estava um pouco à frente, logo soube que ele [Cabannes] tinha sido atingido”, contou. Em 1996, entre Foum El Hassan e Smara, no Marrocos, Laurent Guéguen morreu após a explosão de uma mina terrestre. O artefato atingiu o caminhão guiado por Guéguen. Na ocasião, o governo local duelava com a Frente Polisário, grupo separatista do país africano. Em outros anos, o rali também sofreu com terrorismo.

Já houve ameaças de rebeldes do Chade em 1992 e grupos islâmicos da Argélia em 1993, ambas sem alterar o trajeto da competição. Quatro anos depois, o percurso foi modificado no Níger, em função de enfrentamento entre tuaregues. Em 2000, quatro etapas foram canceladas após atentado no Níger. Duas etapas foram anuladas em 2004, no Mali. No ano passado, ameaças de um grupo ligado à Al Qaeda na Argélia obrigaram os organizadores a cancelar duas etapas no Mali, entre Néma e Tombuctu. pressionando para que eles tomassem essa decisão.”

Agora, Klever espera para saber como sua equipe vai se organizar para retornar ao Brasil. “Falei pouco com eles hoje, porque o pessoal está tentando decidir o que fazer. A equipe não tem nem reserva de vôo para voltar e todo equipamento está preparado para ir para a África”, finalizou.