• Vice até o final
A notícia dada na semana passada pelo próprio prefeito Tuga Angerami de que não vai precisar mais se ausentar do poder para realizar exames médicos, antes previstos para julho de 2007, encerra uma expectativa, pelo menos: a de que o chefe do Executivo deve concluir seu mandato sem necessidade de licença médica. Com isso, por conseqüência, Renato Purini terá de encerrar sua jornada no governo como vice-prefeito. Ou seja, em casa, pelo menos em se tratando de governo. Depois, talvez, tente uma vaga no Legislativo.
• Demista como vice
E por falar em vice-prefeito, o vereador Paulo Eduardo Martins Neto (DEM) afirmou que, caso o partido não defina uma candidatura para disputar a prefeitura, até aceitaria ser o vice de uma chapa com outra coligação. “Mas isso só se o DEM não for disputar a prefeitura com cabeça de chapa, o que acredito que certamente vai ocorrer”, afirmou o demista. O que Paulo não avaliou é a campanha para tentar valorizar o próprio nome seria aceita, ou se o comentário é mais um daqueles do gênero balão de ensaio, e pessoal.
• Walace em ‘ócio’ 1
Depois do prefeito Tuga Angerami, agora quem parece estar aproveitando o período de férias para tornar o seu ócio produtivo é o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Walace Sampaio. Na verdade, Walace está curtindo seu período de descanso regular. Mas daí a ignorar comentar questões da cidade já é muito exagero. Isso porque o titular da pasta deu uma resposta, no mínimo estranha, a um repórter do JC após ser consultado sobre o já anunciado encerramento das operações da Air Minas no aeroporto “Moussa Tobias”.
• Walace em ‘ócio’ 2
Indagado sobre a repercussão do caso pelo repórter, Sampaio recusou-se a comentar o assunto alegando que estava em férias e que, por desconhecer o ocorrido, só poderia falar algo a respeito após retornar do seu período de descanso. Mas será que um secretário ligado a um dos setores mais importantes da cidade precisa esperar voltar das férias para ter noção sobre fato de sua área de ação?
• Na canela dos ricos
Para o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Paulo César Madureira (PP), o presidente Lula deu uma resposta para os seus adversários ao escolher o setor financeiro e industrial como um dos que terão de contribuir com a reposição das perdas da CPMF, não prorrogada pelo Congresso no final do ano passado.
• Mais receita do lucro
Paulo Madureira avalia que o aumento da alíquota da cobrança sobre lucro (CSLL) foi uma tentativa de contragolpe direto no baço dos industriários, por exemplo, um dos setores que mais articulou contra a CPMF. Já sobre a contribuição, o presidente da Câmara acha que o País tem de reagir e cobrar reforma tributária e política, urgente. Ontem, de preferência!
• Excesso de arrecadação
Outra idéia desconectada da realidade é a versão dos petistas de que o governo federal iria perder receitas com o fim da CPMF. Basta olhar a sanha arrecadatória da União para ver que a torneira é cada vez mais abundante para o governo, impondo cada vez mais sacrifícios aos contribuintes. E o governo não faz sua parte. Ao contrário, o governo Lula aumentou de forma abundante os gastos correntes. O resto é discurso político.