07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Sessão extra e convênio

O prefeito Tuga Angerami disse ontem que a lista de processos a serem encaminhados já nos próximos dias ao Legislativo, para a realização de sessões extraordinária, vai aumentar. Até então, o pedido está vinculado às formalizações de recebimento e destinação da gleba do Instituto Primeiro de Agosto (Iprespa) para a prefeitura e desta para o Estado. Mas o Executivo avisou que convênios ligados a entidades assistenciais também precisam ser votados.

• Adaptação prisional

A mudança tida como provisória no sistema penitenciário local já veio e com ela seus primeiros efeitos. Um deles, concreto, numérico, é de redução da população carcerária do regime fechado para o semi-aberto até então existente nas penitenciárias I e II. Mas uma conseqüência ainda se reflete dentro das celas, por ora. Muitos detentos esperavam celas abertas também à noite no novo sistema. Mas chegou o horário de recolher, a tranca é acionada.

• Diferenças internas

Embora as penitenciárias funcionem uma ao lado da outra, há diferenças na direção do sistema. As celas são as mesmas, adaptadas como dormitórios dos presos em progressão de regime. Mas na PI o “toque de recolher noturno” seria às 24h. Na PII, a direção teria definido como horário para dormir às 21h. Como um sistema “conversa” com o outro, as reações “pipocam”. É o jogo perverso da negociação e da sobrevivência, de funcionários e presos, até que um lado ceda ou, se houver descuido, a “corda” arrebente.

• Probleminha na junta

As visitas ao lotado Pronto-Socorro (PS) Municipal acabam rendendo dados e algumas indicações que ultrapassam a necessidade de médicos, além da já conhecida problemática de explosão da demanda em determinados momentos por deficiências no atendimento básico. E algumas questões que surgem do portão de entrada até o saguão principal do PS chamam a atenção, quando não são inusitadas. Ontem, a reportagem do JC ouviu a história da “junta fantasma”.

• Verificação do conserto

Não bastassem as dificuldades de gerenciamento de um sistema onde a cultura da população e as carências internas pressionam contra o conceito operacional de urgência, a função executiva do secretário Municipal de Saúde, Mário Ramos, rende outros dissabores. Seu papel é organizar, planejar e fazer o sistema funcionar. Mas, pasmem-se, levantaram que uma ambulância foi para o conserto, gastou-se bom dinheiro, mas indagou-se que a junta do cabeçote não teria sido trocada. Pode?

• Taxa dos Bombeiros I

O retorno da cobrança da taxa dos Bombeiros merece a abordagem de duas situações relativas ao tributo. Uma é o de que a sociedade, infelizmente e mais uma vez, é chamada a responder pela manutenção de serviço que já deveria estar incorporado às obrigações naturais do Estado. Em síntese, os governos sabem que não há mais espaço para impor mais sacrifícios ao contribuinte para cada nova deficiência do sistema.

• Taxa dos Bombeiros II

A segunda abordagem é de essência. É evidente que a sociedade quer, e tem o direito de cobrar, que o Estado garanta a estrutura para um Corpo de Bombeiros em condições de salvar vidas, com homens e operacional adequados. Mas aceitar passivamente que as carências reconhecidas no setor sejam transferidas, mais uma vez, para o bolso do contribuinte não é uma fogueira que se apague com pouca água.