11 de julho de 2026
Política

Pronto-Socorro Central tem outro dia de longa espera por atendimento

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru teve mais uma segunda-feira lotada. Ontem, centenas de pessoas procuraram a unidade de urgência e emergência, que ficou com o atendimento atrasado em mais de cinco horas. Apesar da assessoria de comunicação da prefeitura afirmar que o quadro de médicos plantonistas estava completo, funcionários do PSC que pediram para não serem identificados informaram que apenas dois dos três clínicos escalados trabalharam ontem à tarde.

Por volta das 17h, a reportagem do Jornal da Cidade esteve no local. Natália Cristina Feltrin, 21 anos, afirmou que estava no PSC desde às 11h40 acompanhando a mãe, que estava com dores provocadas por uma hérnia. “O médico chegou faz pouco tempo. E ele tinha trabalhado pela manhã, mas como não ia ter ninguém para atender à tarde, ligaram pedindo para ele voltar. Isso é um descaso”, critica.

Para checar a situação, o vereador Primo Mangialardo (PV) foi até o local. Ele tentou conversar com a diretoria do PSC, mas não havia ninguém. Ele afirmou que irá solicitar, na Câmara, atenção urgente dos vereadores para o assunto. Outro problema apontado pelo vereador é o número de funcionários de confiança na unidade. “Existem 13 cargos de confiança no PSC, mas eles não ficam aqui”, critica Primo.

Em nota divulgada pela assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, na tarde de ontem, o PSC contou com três clínicos, um ortopedista e um cirurgião e até as 16h30 foram registrados 307 atendimentos. Funcionários que trabalhavam ontem no período da tarde contradizem a afirmação da prefeitura. De acordo com eles, apenas dois clínicos trabalharam. Um deles chegou 45 minutos depois do horário previsto.

Após a visita ao PSC, o vereador encontrou com o secretário de Saúde, Mário Ramos. Primo afirmou ao JC que entre as saídas apontadas pelo titular da pasta, estão a transformação do setor em autarquia. Ele também apontou o convênio com alguma fundação, aos moldes da parceria do Hospital Estadual com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), como uma das medidas para sanar os problemas de atendimento no PSC.