Cabrália Paulista - Para cumprir a determinação de interdição decretada pela Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo na cadeia de Cabrália, a polícia precisa ainda que o sistema penitenciário abra vagas para receber 21 presas de Cabrália que já estão condenadas e quatro com direito ao regime semi-aberto.
O delegado seccional de Bauru, José Donizete Pinezi, explica que, a partir deste mês, o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru está recebendo presos duas vezes por dia.
Risco de morte
O pedido de interdição da Cadeia Pública de Cabrália Paulista foi feito em agosto do ano passado pelo Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo, pelo promotor Enilson David Komono, em Duartina.
O promotor avaliou os laudos técnicos que atestaram a fragilidade da Cadeia. “A estrutura está cedendo, com visível movimentação relativa das suas partes. A queda é certeza, só não sabemos quando”, disse Komono na época.
Para o promotor, o quadro é caótico e coloca em risco a vidas das presas e funcionários da Cadeia. O procedimento instaurado pelo Ministério Público partiu de uma representação apresentada pela subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em maio de 2005.