09 de julho de 2026
Nacional

Polícia flagra garotas de programa em presídio de Campo Grande

Por Da Redação | Com AE e Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Campo Grande - Duas garotas de programas foram flagradas entre os 690 penitenciários do regime semi-aberto da Colônia Agrícola Penal de Campo Grande (CAP-CG), por volta de 5h de ontem. Elas foram levadas ao local “para uma festa”, conforme informou a Polícia Militar, que começou pouco depois de 23h30m de anteontem. No local, foram apreendidos 84 papelotes de maconha e crack, 16 celulares, 40 carregadores e diversas armas artesanais e garrafas de bebidas vazias.

A “festa” foi semelhante à de março do ano passado, quando também foram flagradas Vilma Moraes dos Santos, 29 anos, C.N.N, 17 anos, e Gesilene Letícia Lopes, 26 anos. Na ocasião, elas afirmaram que receberam R$ 50,00 de cada preso que “topou o programa”.

Durante 2007, foram realizadas 19 inspeções na Colônia Agrícola Penal, todas com grande número de apreensões de armas artesanais, drogas e produtos roubados, principalmente motocicletas.

O prédio destinado ao regime semi-aberto tem capacidade para, no máximo, 150 presos, mas é ocupado por quase 700. O diretor interino da CPA-CG, Livrado Silva Braga, disse que os 18 funcionários não são suficientes para atender ao local.

Já está aprovado pelo governo do Estado a construção de um novo estabelecimento com maior segurança e controle dos condenados. O problema é a rejeição que ocorre por parte dos moradores dos bairros escolhidos para a construção de outra unidade.

Churrasco

A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) determinou ontem a abertura de sindicância para apurar a realização de um churrasco entre presos do Centro de Ressocialização de Presidente Prudente (565 quilômetros a oeste de SP).

Segundo a denúncia de um agente penitenciário, os presos teriam deixado as celas e participado de uma festa no pátio externo da unidade, que dá acesso ao estacionamento, no último dia 1.

Em nota, a SAP informou que a Corregedoria Administrativa do Sistema Penitenciário vai apurar a responsabilidade pela festa. Ainda segundo a denúncia, a festa teria sido autorizada pela direção da unidade. A reportagem apurou que alguns presos teriam ajudado na preparação da festa, regada a carne e refrigerante - bebida alcoólica não foi autorizada.