Apesar da assessoria de imprensa da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Brasília não confirmar oficialmente a desistência de transferir a sede regional do órgão em Bauru para o Litoral, como havia se cogitado em setembro do ano passado, extra-oficialmente o JC levantou que a desistência pode estar atrelada à restrições orçamentárias no órgão, em virtude dos cortes promovidos pelo governo federal, após o fim da cobrança da CPMF.
Conforme o JC adiantou em matéria publicada na edição de ontem, o vereador Paulo Roberto Sebastião, conhecido por Paulinho Terena, teria tido uma conversa telefônica, na última quinta-feira, com um assessor da presidência do órgão federal. Segundo o vereador, a Funai teria desistido de transferir a sede do órgão federal de Bauru para Santos.
Atualmente, a sede em Bauru está sem administrador e alguns servidores estão em férias. Um funcionário do órgão ouvido pela reportagem garantiu que a regional está funcionando normalmente. “Não tem nada oficial, nenhuma portaria (sobre mudança da sede). Está funcionando normal”, diz.
Procurado pela reportagem, o cacique Anildo Lulu disse ontem que não havia conversado diretamente com ninguém da Secretaria do Gabinete da Funai, em Brasília, para confirmar a informação. “Eu soube a informação por ele (Paulinho). A informação diretamente de Brasília eu não estou sabendo, por enquanto”, diz. “Estou aguardando falar com Brasília para ter uma resposta para poder passar para a imprensa. Direto da fonte eu não estou sabendo nada”, reforça o cacique.
A Funai está ligada ao Ministério da Justiça, pasta que deve sofrer corte orçamentário tanto no aumento de salário para os servidores quanto nas despesas de custeio. Essa pode ser a explicação para a desistência em transferir a sede regional de Bauru para o Litoral de Santos, como havia sido cogitado anteriormente.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do órgão em Brasília para confirmar a informação passada pelo vereador Paulinho Terena, mas até o fechamento deste edição não obteve retorno.