09 de julho de 2026
Nacional

Febre amarela já matou cinco pessoas

Por Felipe Bächtold, José Maschio, Johanna Nublat e Angela Pinho | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Brasília - O Ministério da Saúde confirmou ontem mais três mortes por febre amarela no País. Com esses, já são cinco os casos fatais provocados pela doença neste ano - o mesmo número de todo o ano passado. Dos seis casos da doença confirmados, só uma mulher sobreviveu. As novas mortes foram confirmadas horas depois de o presidente Lula e do ministro José Gomes Temporão (Saúde) terem reafirmado, em Cuba, que não há risco de epidemia da doença. Também antes da divulgação dos novos casos, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, afirmou que era apenas uma epidemia de fofocas.

As três vítimas confirmadas anteontem, entre elas um espanhol, contraíram a doença em Goiás e morreram na semana passada. Outras duas pessoas também morreram após serem infectadas no Estado. Ao todo, o ministério afirma que outros 15 casos suspeitos estão sendo investigados. Só em Goiás, há sete suspeitas. A mulher que sobreviveu - ela está internada em São Paulo e passa bem - também contraiu a doença em Mato Grosso do Sul. O número de casos é o mais elevado no Estado desde 2001. No surto de 2000, foram 53 casos e 23 mortes em Goiás. De 2001 a 2006, nenhuma ocorrência foi registrada. Em 2007, foram duas mortes no Estado.

Para o Ministério da Saúde, no entanto, a ocorrência da doença em Goiás está dentro da normalidade e se deve a uma maior circulação do vírus da febre amarela entre macacos. Ainda segundo a pasta, os casos são mais freqüentes entre janeiro e abril por causa do período de chuvas.

A febre amarela foi confirmada como a causa da morte do espanhol Salvador de La Cal, 41 anos, em Goiânia, da aposentada Maria Geraldina Siqueira, 63 anos, que morreu no Interior do Estado, e do bancário aposentado Almir Rodrigues da Cunha, 46 anos, que morreu em Maringá (PR). O espanhol morto, que estava no País havia menos de dois meses, tinha comprado uma chácara em Cristianópolis (93 quilômetros de Goiânia). Em 3 de janeiro, ele começou a passar mal e procurou hospitais públicos. Foi medicado e liberado duas vezes. Com a piora do estado de saúde, foi internado no Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia. Morreu no sábado.

O aposentado de Maringá morreu no último dia 9, três dias após ser internado. Ele passou o final de ano em sua cidade natal, Caldas Novas (120 quilômetros de Goiânia). A outra vítima, Maria Geraldina Siqueira, também não vivia em Goiás. Ela morava em Mogi das Cruzes (SP) e adoeceu na cidade de Rubiataba (249 quilômetros de Goiânia). Morreu em 9 de janeiro, dois dias após ser hospitalizada.

Anteontem, o governo de Goiás confirmou que um homem de 24 anos, que morreu no dia 2 de janeiro, também contraiu a doença. Ele adoeceu após passar o fim de ano em uma fazenda na cidade de Goianésia. O nome dele não foi divulgado a pedido da família.

Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou que Graco Abubakir, 38 anos, um servidor público de Brasília, que visitou o município de Pirenópolis (GO), morreu da doença.