Ainda não saiu o resultado do exame de febre amarela de Frank Wesley Cunha de Oliveira Santos, 14 anos, o primeiro caso suspeito de Bauru. Ainda assim, seu quadro clínico é muito melhor. Ontem, não apresentava mais febre, nem dores pelo corpo. Até de bicicleta andou pelas ruas do Pousada da Esperança 1, onde fica a casa da avó.
Ele passa as férias no local, mas mora com a mãe num sítio nas imediações da Vila São Paulo. De poucas palavras com a reportagem, confirmou que nunca havia ficado tão debilitado antes como depois que chegou de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. Acompanhado pelo avô, ele participou de pescaria em local próximo à mata fechada.
Durante as férias, tomou chuva enquanto tentava fisgar traíras. Quando chegou de Mundo Novo, na segunda-feira retrasada, apresentava febre, não conseguia engolir e sentia muitas dores pelo corpo. Durante a semana, foi levado à unidade básica de saúde situada no Pousada. Na ocasião, a família já suspeitava da febre amarela, admite a avó, Geni Cunha de Oliveira.
A desconfiança partiu das informações referentes a contaminações em todo o País, divulgadas pela imprensa. No posto, receitaram medicamentos, mas os sintomas voltavam quando o efeito dos remédios passava. Ele passou a vomitar muito. No último domingo, a situação de Frank piorou e Geni o levou de ambulância ao Pronto-Socorro Central (PSC).
Para conseguir o transporte, no entanto, teria ameaçado os funcionários, já que não havia veículos suficientes para atender a demanda. Ela conta que não queriam levá-lo, mesmo depois dela ter comunicado sobre a possibilidade do garoto ter contraído febre amarela. “Deram duas injeções para tomar lá, para a garganta”, comenta Geni.
Queixa
Por ter comentado sobre suas suspeitas com o médico que atendeu o estudante, quando já estava de saída, Geni foi chamada por uma enfermeira que a comunicou sobre a necessidade de fazer o exame para dengue e febre amarela, mas apenas por cautela. “Ele teve alta no domingo mesmo. Coletaram o material ontem (anteontem)”, explica ela.
A família de Frank chegou a questionar a informação prestada pela assessoria de imprensa da prefeitura de que o menino estava sendo acompanhado em sua residência pela equipe da Vigilância Epidemiológica. Alguns minutos após fazer tal reclamação, recebeu uma visita de um enfermeiro e um assistente, ontem à tarde.
Segundo o órgão de comunicação da prefeitura, anteontem, após o acompanhamento do paciente durante a realização da coleta de material para exame, a Vigilância Epidemiológica continuou monitorando o adolescente, com registro de três contatos telefônicos feitos com a sua mãe.
O órgão da Secretaria Municipal de Saúde ainda orientou a família de Frank a levá-lo de novo a uma unidade básica de saúde, caso os sintomas voltem. Se o quadro piorar durante à noite, deve levá-lo ao PSC, conclui Geni.