Uma reunião na noite de ontem, na sede da Liga Bauruense de Futebol Amador, definiu opções para viabilizar a disputa do Campeonato Amador de Bauru nos Estádios Distritais, interditados após laudo do Ministério Público. Uma das opções sugerida pelo presidente Vicente Silvestre foi a realização das partidas com portões fechados, já que o laudo alerta para a falta de segurança para os torcedores.
Entre os dirigentes de 13 times, presentes na reunião, apenas dois ficaram indecisos quanto à proposta. Foi o caso do Diamante Negro e do Porto. Os outros 11 times aceitaram a opção de disputar algumas partidas com os portões fechados.
Segundo Wellington Silva, secretário geral da Liga Bauruense, os jogos nos estádios interditados pelo laudo seriam realizados sem a presença do torcedor. Nos estádios reformados e liberados pelo Ministério Público, os jogos poderiam ser realizados com portões abertos.
A prefeitura se propõe a reformar quatro estádios: Horácio Alves Cunha, no jardim Bela Vista, Padilhão, na vila Giunta, José Carlos Galvão de Moura, no núcleo Gasparini, e Nelson Reginato do Canto, no jardim Redentor. Wellington explica que a proposta (de realizar jogos com os portões fechados) será encaminhada para a promotoria.
“Caso seja aceita, o time que em um final de semana jogar com os portões fechados, na rodada seguinte joga com a presença da torcida. Se a proposta for aceita, vamos montar a tabela dessa maneira”, explica Wellington.
O laudo, assinado pelo perito José Alfredo Pauletto Pontes, condenou as condições dos sete estádios distritais da cidade em relação à segurança concluindo que os locais precisam passar por diversas reformas e adaptações, como consertos dos muros, alambrados e sanitários, além de saídas de emergência e privativas para atletas e árbitros e acessibilidade para pessoas portadoras de deficiências físicas. O perito estima, ainda, ser necessário um investimento de R$ 350 mil - R$ 50 mil por estádio - para execução das obras.
Na reunião de ontem, Vicente revelou que fez a cotação de um novo alambrado para ser colocado entre o já existente e o gramado. “Andei em todos os estádios e medi o quanto precisaria para fazer um novo alambrado. O custo fica em torno de 12 mil reais. É uma opção para resolver o problema de alambrados. O que não podemos fazer é deixar o futebol de Bauru acabar como acabou o carnaval.”
O prazo concedido pelo promotor de Cidadania e Defesa do Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, para que haja um entendimento entre as Ligas, Polícia Militar e Prefeitura, é de 15 dias e encerra-se na próxima semana.